Atualização científica: Dra. Cecilia Richard participa do Circuito SBOT-RJ
  • 21/07/2026

Atualização científica: Dra. Cecilia Richard participa do Circuito SBOT-RJ

Desta vez, realizado na Região Serrana, em Teresópolis, no último 17 de julho. A médica ortopedista da OrtoCenter debateu sobre a iimportância da fragilidade esquelética pré-operatória nos pacientes com Osteoporose.

Circuito SBOT-Regional Rio 90 anos

O encontro, aconteceu no Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), Teresópolis, e reuniu ortopedistas de renomado conceito nacional e internacional em uma manhã dedicada à atualização científica, à troca de experiências e à valorização da história da especialidade na região.

O formato interativo das apresentações proporcionou ampla troca de experiências entre palestrantes e participantes, reforçando o compromisso da SBOT-RJ com a Educação Médica Continuada.

“Por que a otimização metabólica pré-operatória não pode esperar”?

Tema da palestra de grande relevância para a prática ortopédica, apresentado pela doutora Cecilia Richard:

“Com o envelhecimento progressivo da população aumenta a incidência de fraturas por Osteoporose e casos de Osteoartrite de quadril e joelho, como , também, a Espondilartrose lombar. Estas doenças em pacientes com potencial fragilidade óssea, muitas das vezes, demandam abordagens cirúrgicas, entre elas Artroplastias e fusões lombares”.

A Osteoporose, atualmente, segundo a membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia, deve ser vista não somente como risco aumentado de fraturas, mas, determinante da longevidade de um implante com vários desfechos adversos.

“E refletindo a falência do sistema, quando é excedida a capacidade de carga de um implante em osso osteoporótico. O OP, age como - “espada de dois gumes “- enfraquecendo os pilares biológicos e mecânicos da fusão lombar e das Artroplastias, comprometendo o desfecho das cirurgias”, destaca.

Evidência científica robusta, demonstra, ser prevalente a Osteoporose / Osteopenia em pacientes a partir de 60 anos, comprometendo o desfecho destas cirurgias, levando a soltura dos implantes e parafusos, fratura periprotética  (ruptura do osso que ocorre ao redor de um implante ortopédico) e vertebral, associadas a Cifose Juncional Proximal (CJP) complicação biomecânica frequente, após cirurgias de Artrodese da coluna, entre outras complicações

A membro da Sociedade Brasileira de Coluna ressaltou ainda, que a identificação destes pacientes, com alto risco de fraturas, deve ser mandatória.

“ Exames de Densitometria Óssea assim como avaliação de fatores de risco clínicos, possibilita o tratamento da Osteoporose/Osteopenia, considerando a possibilidade das diversas e graves complicações cirúrgicas”, neste cenário”.

Infelizmente, apenas 1/3 dos pacientes OP, submetidos a Artroplastia, recebem tratamento pré-operatório.

E esse quadro de "subtratamento ", lamentavelmente, não difere, quando nos referimos à cirurgia de fusão lombar, aumentando a incidência de soltura de parafusos, subsidence dos cages (afundamento do implante), cifose juncional proximal e fratura vertebral”, complementa a a presidente da Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo  (ABOOM) gestão 2020/2023.

Em ambos os cenários - Artroplastia e fusão lombar -   o sucesso da cirurgia, depende da capacidade do osso hospedeiro (OP) em sustentar a carga que foi alterada da fixação dos elementos e se adaptar ao estresse repetitivo ao longo do tempo.

Por fim, a estratégia cirúrgica e o manejo farmacológico do osso hospedeiro, devem estar integrados como componentes da preservação de uma construção do que vistas como abordagens alternativas ou competitivas em pacientes com baixa massa óssea.

A diretora médica do Centro de Pesquisa de Osteoporose do RJ (Cepor) avalia o Circuito SBOT-RJ:

“A realização do evento, além de reforçar o compromisso da Regional em promover a descentralização das atividades científicas, aproximou os colegas de outras regiões do Estado e fortaleceu a integração entre os profissionais”.

Recomendações atuais de diversas Sociedades Nacionais e Internacionais

Visam otimizar o leito ósseo que vai receber o implante e reduzir as complicações relacionadas à  baixa massa óssea, melhorando a longevidade da construção.

“Não há construção mecânica eficaz capaz de compensar uma fundação biológica deficiente. O cirurgião ortopedista deve ser o arquiteto de ambas!, finaliza a médica.

Parabéns, doutora Cecilia Richard, pela excelente participação no Circuito SBOT-RJ e por representar tão bem a OrtoCenter! Acompanhar sua dedicação em se manter atualizada e compartilhar conhecimento científico com outros especialistas é inspirador.

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Fontes: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center com https://sbotrj.org.br