Dor lombar que irradia para as pernas? Pode ser Radiculopatia Lombossacra
“A patologia refere-se à irritação ou compressão das raízes nervosas que saem da coluna lombar e sacral. Tratamos com cirurgia endoscópica”, descrevem Edward Robert e Renato Bastos.
Relato Clínico
Paciente, 38, atendida no ambulatório da Orto Center, convivia com Radiculopatia Lombossacra, predominantemente no membro inferior direito e, ocasionalmente, à esquerda, com distribuição dolorosa nos dermátomos (áreas da pele inervadas pelos nervos espinhais) das raízes S1 e L5.
Segundo os ortopedistas e traumatologistas, Edward Robert e Renato Bastos, entre as queixas principais, a paciente relatou que há mais de um ano e meio sofria com dores intensas na área do dermátomo de S1, parte mais alta das nádegas, incluindo a fenda glútea, a face posterior da coxa e perna e, na planta do pé.
No dermátomo de L5, ela sentia dor na face lateral da perna e na região dorsal do pé, além de envolvimento dos três últimos pododáctilos (dedos do pé, também conhecidos como artelhos).
Além dos sintomas acima citados, a paciente sentia também claudicação neurogênica (dor, dormência e/ou fraqueza nas pernas ao caminhar), diminuição objetiva da sensibilidade em múltiplos dermátomos e episódios de irradiação contralateral intermitente.
“Há alguns meses, realizamos uma artrodese cervical nessa paciente, cuja evolução pode ser observada no vídeo cirúrgico disponível no portal e, em nossas mídias sociais”, ressaltam os cirurgiões ortopédicos.
Tratamento conservador
Orientada pelos médicos, por mais de 18 meses a paciente submeteu-se a Acupuntura, Fisioterapia, Pilates, RPG, medicamentos analgésicos, medidas posturais e programas de fortalecimento.
“Mas, não obteve o alívio adequado”, lamentam.
Para esclarecer o diagnóstico, solicitaram a paciente, exames físicos e complementares, entre eles: Raios X, Ressonância Magnética lombar e Tomografia Computadorizada.
Análise dos exames
• Disco negro nas raízes de L4 e L5 e L5 e S1;
• Pequena protusão em L4 e L5, porém assintomática, sem indicação de intervenção neste nível;
• Grande hérnia discal em L5 e S1, de direção posterior e para o recesso lateral, justificando plenamente o quadro clínico;
• Estreitamento do canal em L5 e S1, comprometendo duas raízes simultaneamente (L5 e S1), inclusive à esquerda.
“Com base nesse conjunto de resultados, optamos por tratar somente as raízes L5 e S1, já que as L4 e L5 não apresentavam correlação clínico-radiológica significativa. Mas, a indicação cirúrgica, tornou-se evidente, afirmam os doutores.
Cirurgia endoscópica para Radiculopatia Lombossacra em 03.12.2025
Os especialistas no procedimento, definiram como melhor estratégia a descompressão interlaminar minimamente invasiva (MIS), abordagem que prioriza:
• Campo operatório extremamente restrito (3–4 mm²);
• Mínimo sangramento;
• Máxima preservação de partes moles;
• Recuperação acelerada.
Relato Operatório
“No nível das raízes L5 e S1, como observamos amplo espaço interlaminar, dispensamos o uso de broca (drill) para ampliação e, assim, fomos diretamente ao ponto-alvo”.
Com acesso minimamente invasivo e dilatação sequencial os cirurgiões identificaram a musculatura paravertebral profunda e o ligamento amarelo (ligamentum flavum), bastante espessado.
Removeram, completamente, o ligamento amarelo e acessaram o recesso lateral, até visualizar a hérnia discal
Achados intraoperatórios
“Encontramos cisto sinovial no processo articular L4 e L5 direito, duas hérnias, sendo uma coincidente com a Ressonância Magnética e uma segunda calcificada, aderida à parede anterior da raiz de L5, localizada na axila entre L5 e S1”.
Além disso, encontraram parte do material herniário amolecido e parte calcificado e raiz com hiperemia (aumento do fluxo sanguíneo) importante, típica de compressões crônicas.
“A retirada da hérnia calcificada exigiu tempo adicional, aumentando o procedimento em cerca de 30 minutos, devido à forte aderência ao ligamento longitudinal posterior e à raiz”, ressaltam.
Liberação final
O procedimento, que durou aproximadamente duas horas, foi concluído com excelente liberação neural e total resolução da compressão.
“Liberamos, completamente, a raiz emergente e descendente de L5, fizemos a limpeza total do espaço axilar e descomprimimos integralmente a raiz S1. Campo final limpo e sem sangramento relevante”, comemoram.
Técnica do bisel: Ponto-chave do caso
Os cirurgiões utilizaram de forma estratégica a “manobra do bisel”, demonstrada em vídeo no portal. Eles explicam o conceito fundamentalmente, ligado à orientação da ponta da agulha, conforme técnica padrão endoscópica:
“A cânula possui um bisel com porção superior e inferior. Ao rotacionar 180°, “escondemos” a raiz descendente no teto da imagem. Isso permite trabalhar confortavelmente sobre a hérnia, sem tração radicular”, explicam.
O bisel auxilia também o desnudamento da hérnia, a proteção neural e o afastamento controlado de estruturas nobres.
“Trata-se de um detalhe técnico simples, porém extremamente eficaz”, garantem os cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.
Considerações finais
O caso da Paola ilustra perfeitamente:
A importância da correlação clínico-radiológica;
A capacidade de diagnósticos complexos simularem bilateralidade;
Como compressões crônicas levam a hiperemia, aderências e calcificação parcial da hérnia;
O papel fundamental da técnica MIS (Minimally Invasive Surgery / Cirurgia Minimamente Invasiva) e pequenas inovações (como a manobra do bisel) para resultados superiores.
Equipe cirúrgica: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center

