A parestesia pós-operatória pode ocorrer após uma cirurgia de coluna?
“Pode, sim... A alteração da sensibilidade acontece, pelo simples fato de existir a descompressão da raiz espinhal causada por lesão ou compressão dos nervos” alertam os cirurgiões ortopédicos, Edward Robert e Renato Bastos, aos médicos, pacientes e familiares.
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“Pode, sim... A alteração da sensibilidade acontece, pelo simples fato de existir a descompressão da raiz espinhal causada por lesão ou compressão dos nervos” alertam os cirurgiões ortopédicos, Edward Robert e Renato Bastos, aos médicos, pacientes e familiares.
Principalmente, nas compressões de longa data das raízes nervosas com grande déficit sensitivo ou motor. Segundo os médicos , “não é garantido o desaparecimento de todos os sintomas como formigamento, dormência, queimação ou dor”.
Perda de força para raiz de S1
Paciente jovem , 37 , atendida no ambulatório da Orto Center , relatou aos doutores Edward Robert e Renato Bastos , que por longa data, sentia os sintomas acima citados, para o membro inferior direito.
“O curioso nesse caso é que há cerca de um ano, essa paciente começou a desenvolver comprometimento motor para raiz de S1 , à direita, com diminuição da força para a musculatura plantar e panturrilha” descrevem.
Segundo os médicos estas alterações determinam definitivamente o comprometimento da marcha (vide foto) que se tornou claudicante, incerta e vacilante e com diminuição do tempo de apoio a direita.
“A paciente realizou exame físico por diversas ocasiões, no sentido de confirmar a raiz comprometida, uma vez, que, na Ressonância Magnética feita em duas ocasiões não mostrava a gravidade que a mesma apresentava para a raiz de S1 ”, complementam.
Cirurgia endoscópica realizada em 03 de abril
Os cirurgiões optaram pela via interlaminar , à direita, (espaço entre as lâminas da coluna vertebral , por onde se pode introduzir um endoscópio), com objetivo de liberar a raiz descendente de S1 e a visualização da L5 à direita.
“Foi o que fizemos... Abordamos essa região e depois do acesso pelo plano muscular e a limpeza do arco posterior da vértebra de L5 e S1 , retiramos o ligamento amarelo que se encontrava bastante espesso e, que, sem dúvida nenhuma, contribuía para o enclausuramento da raiz descendente de S1 ”, ressaltam .
Em seguida, realizaram a abertura do recesso lateral pela retirada de parte do processo articular conhecida como Hemifacetectomia.
A partir daí, chegaram à raiz espinhal que se encontrava bastante sofrida e com grande edema à sua volta.
“Liberamos a raiz S1 em todos os sentidos do crânio caudal para termos a certeza de que futuramente não volte a surgir o ponto de compressão”, justificam.
Com isso, finalizaram o procedimento , sempre alertando ao paciente , que nestes casos até pode ocorrer parestesia pós-operatória , pelo simples fato da descompressão da raiz espinhal .
Sucesso no pós-cirúrgico
A paciente retornou ao ambulatório da Orto Center , em 08 de abril , para a primeira avaliação clínica no pós-operatório .
“Realmente, a surpresa foi bastante grande, ao constatarmos que toda a deformidade de inversão do pé direito, a deformidade em flexão do hálux e a incapacidade na deambulação, ou seja, caminhar na ponta do pé, à direita, foi quase totalmente restabelecida” (vide fotos e vídeo), comemoram cirurgiões ortopédicos Edward Robert e Renato Bastos.
Próximo passo
Trabalho de recuperação para melhorar a força muscular na região da panturrilha e região lateral da perna e a musculatura intrínseca do pé.
Participaram da cirurgia: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel ; (anestesiologista) e Marisa Brandao (instrumentadora cirúrgica).
MÉDICOS, PACIENTES E FAMILIARES, FIQUEM ALERTAS!
Nas compressões de longa data das raízes nervosas , com grande déficit sensitivo, ou motor, não é garantido o desaparecimento de todos os sintomas.
Por quê?
Sabemos que os nervos recebem seu suprimento de oxigênio, através do sistema *vasa nervorum* , que são pequenos vasos sanguíneos que estão na continuidade dos nervos e que tem a responsabilidade de nutrir essas estruturas.
Nas compressões de longa data , em algumas ocasiões, existe o comprometimento desse sistema de pequenos capilares, o que pode ser explicado em casos de não remissão dos sintomas, após a liberação do tecido nervoso.
Conclusão
Não podemos alimentar em 100% a esperança de recuperação total das atrofias ou paralisias parciais de músculos, relacionados ao nervo supostamente comprimido.
Claro, que já tivemos casos surpreendentes , em que pacientes com praticamente monoplegia (perda parcial ou total das funções motoras de um membro) de duas ou três raízes, por meses e meses de evolução, depois da descompressão cirúrgica o resultado foi fantástico.
Por outro lado, alguns pacientes com perda de sensibilidade de uma raiz, por exemplo, a S1 , depois da descompressão cirúrgica, o resultado não foi tão surpreendente pelo tempo de compressão e pela quantidade da mesma na estrutura nervosa.
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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center