Cisto facetário, a esquerda e estenose, a direita: dois lados comprometidos. O que fazer?

“Resolvemos o caso da nossa paciente, com cirurgia endoscópica para descompressão da raiz S1”, garantem Edward Robert e Renato Bastos, especialistas no procedimento.

Cisto facetário, a esquerda e estenose, a direita: dois lados comprometidos. O que fazer?

Cisto facetário é uma dilatação da articulação da coluna que pode inflamar e comprimir estruturas próximas. Somado a estenose do canal lateral , o espaço para a raiz S1 fica mínimo.

Histórico clínico

Caso da paciente , 40 , atendida no ambulatório da OrtoCenter . Na ocasião, ela relatou aos médicos :

“Sinto dor na coluna lombar , irradiada para o membro inferior direito e, pouco para o esquerdo, na região glútea, na face posterior da coxa e panturrilha. Os sintomas são associados a câimbras, formigamento e fraqueza nas pernas ao caminhar e ficar em pé”.

Tratamento conservador

A paciente foi submetida durante alguns meses a Acupuntura, exercícios de alongamento, Fisioterapia, Pilates, RPG e medicamentos. Sem melhora satisfatória.

“Diante da persistência do quadro clínico, solicitamos exames complementares, entre eles Eletroneuromiografia, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada” , argumentam os doutores Edward Robert e Renato Bastos .

Correlação Clínico-Radiológica

Este caso, segundo os médicos , apresenta uma particularidade bastante interessante:

“ Ao nível das raízes L5 e S1 , observamos comprometimento descrito tanto no laudo da Ressonância, quanto no da Tomografia, com a presença de cisto facetário , à esquerda ”.

Característica importante

Tanto o cisto facetário , quanto as alterações do processo articular , à esquerda , promoviam deslocamento da dura-máter , em direção ao lado direito.

Dura-máter

Camada mais externa, espessa e resistente das meninges o conjunto de membranas que envolve e protege o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal )

“ À direita , observamos, ainda, estenose do canal lateral , embora não muito significativa, isoladamente, compondo o mecanismo de compressão responsável pela sintomatologia correspondente à raiz S1 ”, destacam.

Diante dessa situação, surge sempre um questionamento extremamente importante na cirurgia da coluna :

Qual região os cirurgiões devem abordar?

- Aquela apontada, predominantemente pelos exames de imagem;

- Ou aquela correspondente à sintomatologia apresentada pela paciente .

“Confirmamos, por diversas vezes com a paciente , o lado predominante dos sintomas. Ela sempre nos informou, claramente, que a sintomatologia era à direita. Optamos, então, pelo tratamento cirúrgico . ”, consideram.

Hemifacetectomia, à direita, via acesso interlaminar, em 26.08, às 17h

H emifacetectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção parcial de uma articulação facetária .

Essa faceta , é a estrutura óssea que conecta e estabiliza as vértebras vizinhas na coluna vertebral ou compõe regiões específicas de outras articulações ,

1ª etapa

“Iniciamos, pelo lado direito e, utilizamos material de vídeo para descompressão endoscópica . Em seguida, retiramos o ligamento amarelo que permitiu adequada exposição e liberação das estruturas neurais”.

Prosseguiram, com a retirada do componente discal localizado no assoalho do canal lombar formado pela alternância de tecidos ósseos e fibrosos.

“Desde a região posterolateral, até a região central, promovemos com segurança, adequada descompressão do trajeto da raiz S1, à direita ”.

Como objetivo secundário, planejaram alcançar, também, o lado esquerdo, visando à retirada do cisto facetário e do componente de espessamento do ligamento amarelo, à esquerda.

2ª etapa

Continuaram o ato cirúrgico com a retirada parcial da lâmina em direção ao lado esquerdo e remoção do ligamento amarelo. Objetivo: propiciar, também, a liberação da raiz neural desse lado.

“Durante essa etapa, tivemos certa dificuldade técnica em função de sangramento intraoperatório, o que tornou o procedimento mais trabalhoso” , ponderam.

Término do procedimento

Após, cerca de 3h30min, os cirurgiões obtiveram descompressão bilateral, com especial atenção ao lado direito , correspondente à sintomatologia predominante da paciente.

Equipe : Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandao (instrumentadora cirúrgica).

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE – VÉRTEBRA DE TRANSIÇÃO

Neste caso, é a presença de lumbarização da S1 , ou seja: a vértebra S1 , apresenta características morfológicas semelhantes a uma vértebra lombar .

Esse tipo de variação anatômica, reforça a necessidade de um critério rigoroso para identificação do nível cirúrgico.

Por esse motivo, é fundamental realizar controle radiológico intraoperatório em incidências anteroposterior e perfil, confirmando precisamente o nível de acesso antes do início do procedimento.

Essa conferência é essencial, principalmente, nos pacientes portadores de vértebras de transição lombossacra , tendo como objetivo evitar abordagem ao nível cirúrgico programado.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da OrtoCenter.

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