Desvendando a Artropatia degenerativa. O que é e como tratar?

“A patologia é o desgaste crônico das cartilagens e articulações, especificamente entre as vértebras lombares L2-L3 e L3-L4”, esclarecem - Alan Robert e Renato Bastos - cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.

Desvendando a Artropatia degenerativa. O que é e como tratar?

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“A patologia é o desgaste crônico das cartilagens e articulações, especificamente entre as vértebras lombares L2-L3 e L3-L4”, esclarecem - Alan Robert e Renato Bastos - cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.

Também conhecida como artrose facetária, a Artropatia degenerativa gera dor local, rigidez e inflamação. Frequentemente, resulta em osteófitos, mais conhecidos como "bicos de papagaio", além de potencial compressão nervosa.

Histórico clínico

Paciente, 69, atendida no ambulatório da Orto Center , sentia dor lombar intensa e insuportável ( 10/10 ) e dor glútea ( 8/10 ) , ambas classificadas na Escala Visual Analógica ( EVA ), além de radiculopatia bilateral , condição em que nervos espinhais são comprimidos ou inflamados no trajeto de S1, mas, com menor intensidade.

Diante dos sintomas descritos pela paciente , os doutores Alan Robert e Renato Bastos , diagnosticaram:

“Portadora de Artropatia degenerativa , em L2-L3 e L3-L4, associada a Síndrome do Segmento Adjacente Superior (SSAS) uma complicação pós-Artrodese, , em L4-L5 e L5-S1 , procedimento realizado no ano 2021”.

Exames de imagem

Após a paciente passar por avaliação clínica detalhada, os médicos solicitaram Raios X e Ressonância Magnética que acusaram:

- Degeneração discal avançada em L3 e L4 com sinal do vácuo. indica um estágio avançado de desgaste do disco intervertebral,

- Artropatia intersomática (desgaste crônico da cartilagem e dos discos entre as vértebras) e Artropatia interapofisária ou artrose facetária (desgaste das pequenas articulações posteriores da coluna vertebral em L2 e L3 e L3 e L4 ;

- Sobrecarga mecânica do segmento adjacente superior a Artrodese prévia é uma complicação comum, frequentemente associada à Doença do Nível Adjacente (DNA).

Tratamentos

Conservador , que envolveu Fisioterapia, exercícios de fortalecimento, controle de peso e medicamentos (analgésicos/anti-inflamatórios. Mas, a paciente, não obteve sucesso com o tratamento.

Artrodese

O procedimento cirúrgico de fusão óssea é indicado para Artropatia degenerativa nos níveis L2-L3 e L3-L4 quando há dor incapacitante, instabilidade da coluna ou falha no tratamento conservador.

“ Inicialmente, a nossa intenção com essa paciente seria fazer uma Endoscopia porque a sintomatologia estava na parte de trás das duas coxas. Mas, na véspera da cirurgia, conversamos com ela e chegamos à conclusão de que seria melhor uma Artrodese , já que os sintomas eram mais fortes na coluna . Quando isso acontece, mais do que nas pernas, sem dúvida, que a Artrodese tem um valor bem maior”, asseguram os doutores Alan Robert e Renato Bastos .

Vale lembrar, que a paciente realizou uma Artrodese há alguns anos, em L4-L5 e L5 -S1 .

Revisão de Artrodese para Artropatia degenerativa em 26.03

Os cirurgiões , por via posterior, revisaram toda a Artrodese antiga e colocaram uma nova, em L2 - L3 , L3 - L4 , L5 e L5 - S1 . Retiraram, completamente, o material de síntese de L4 - L5 e L5 - S1 e ampliaram a Artrodese para L2 - L3 e L3 - L4 .

“Colocamos 10 parafusos pediculares, sendo 5 de um lado e 5 do outro, em L2 , L3, L4 , L5 e S1 , fixamos com hastes longitudinais e conexão transversal, realizamos a discectomia (remoção) e introduzimos cages intersomáticos (espaçadores intervertebrais) em L2 - L3 e L3 - L4 ”, complementam.

Em seguida, os cirurgiões realizaram a descompressão com laminectomia para aliviar a dor nas pernas e removeram o ligamento amarelo que comprimia os nervos, com exposição da dura-máter, meninge mais externa, espessa e resistente que envolve o sistema nervoso central e raízes.

“Por tudo isso, que desistimos de fazer a Endoscopia . Acreditamos que aumentando o nível da Artrodese e substituindo os parafusos velhos, pelos novos, a paciente vai melhorar, significativamente, das dores nas pernas”, garantem.

Considerações finais

• Quadro compatível com doença do segmento adjacente superior;

• Predomínio de dor lombar, justificando opção por revisão e ampliação da Artrodese em detrimento de abordagem endoscópica isolada;

• Expectativa de melhora da sintomatologia radicular S1 no pós-operatório;

• Persistência de dor irradiada poderá indicar descompressão endoscópica transforaminal em L5 - S1 ;

O acompanhamento médico é crucial para controlar a inflamação e evitar a progressão da dor.

Equipe : Alan Robert e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna); Cláudia Vieira Ramos (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center

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