Duas doenças, uma dor só: estenose e hérnia de disco nas raízes L5 e S1

“A cirurgia endoscópica abriu espaço e resolvemos os três em um só procedimento”. garantem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.

Duas doenças, uma dor só: estenose e hérnia de disco nas raízes L5 e S1

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“A cirurgia endoscópica abriu espaço e resolvemos os três em um só procedimento”. garantem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.

O diagnóstico veio duplo e a solução também... Paciente , entre 30 e 50 , ao ser atendido no ambulatório da OrtoCenter , relatou aos médicos :

“Sinto dor irradiada para região glútea, posterior de coxa e, em determinadas ocasiões, face lateral da perna esquerda, predominando no trajeto da raiz L5 , à esquerda. Além disso, em pequenos percursos tenho a sensação de perna cansada e pesada”.

Episódios esporádicos de câimbras, também estavam presentes no relato do paciente , sugerindo aos doutores , o envolvimento concomitante das raízes L5 e S1.

Histórico clínico

“Apesar da indicação do tratamento conservador prévio, incluindo medicamentos e Fisioterapia, não houve resposta satisfatória”, lamentam os doutores Edward Robert e Renato Bastos .

Diante da descrição, foi solicitado ao paciente , exames de imagem , tais como: Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea em 3D .

“Observamos, comprometimento importante da raiz L5 ao nível de L4 e L5, associado à estenose do recesso lateral esquerdo, além de pequena protusão discal em L5-S1 o que significa: o disco entre a última vértebra lombar ( L5 ) e o osso sacro ( S1 ) sofreram um pequeno abaulamento. É um estágio inicial da hérnia de disco ” .

Análise detalhada das imagens

Demonstrou, que, nas L4 e L5 , havia compressão significativa da raiz descendente de L5 , já exteriorizada da dura máter (camada mais espessa e resistente das membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal), associada à medialização da raiz S1 , ainda intradural .

“Trata-se de um achado de imagem, geralmente descrito em Ressonâncias Magnéticas. Indica que, a raiz nervosa S1 (primeira raiz sacral) foi deslocada em direção ao centro do canal vertebral (medializada) e que esse deslocamento ocorre dentro do saco tecal/dural (intradural)”, explicam

Chamava a atenção, também, de acordo com os médicos , a deformidade triangular da dura-máter no canal lombar, provocada pela importante compressão e deslocamento das estruturas neurais da esquerda para a direita.

“Em contrapartida, ao nível de L5 e S1 , embora existisse comprometimento anatômico, a compressão apresentava intensidade consideravelmente menor. Dessa forma, concluímos que o principal nível responsável pela sintomatologia era L4-L5 à esquerda ”, destacam .

Questionamento cirúrgico

Na verdade, o principal, seria determinar qual nível apresentava maior correlação anatomoclínica : L4 e L5 ou L5 e S1 ?

“Ou seja: essa correlação é fundamental, pois estes são os segmentos mais inferiores da coluna lombar e que suportam a maior parte do peso corporal e os locais mais frequentes de hérnias de disco , abaulamentos e degeneração”.

Cirurgia endoscópica para estenose e hérnia de disco em 13.05

Os cirurgiões , optaram pelo procedimento, por via interlaminar esquerda, e utilizaram ótica específica para estenose .

A técnica cirúrgica avançada e minimamente invasiva é indicada para tratar estenose ( estreitamento do canal vertebral ) e compressão nervosa , especialmente (caso em questão), em níveis como L4 e L5 e/ou L5 e S1 .

“Esse procedimento , permite descompressão eficaz com menor dano aos tecidos adjacentes e recuperação mais rápida, na maioria das vezes, com alta no mesmo dia”.

A to operatório

A equipe cirúrgica confirmou a dificuldade prevista nos exames pré-operatórios.

A Tomografia Computadorizada com reconstrução em 3D , por exemplo , sinalizou a necessidade de ampla ressecção óssea dos processos articulares, envolvendo Síndrome Artropatia Facetária ( SAP ), em função da importante hipertrofia facetaria ou artrose facetaria e fechamento do recesso lateral.

“Observamos processos articulares extremamente avantajados, ligamento amarelo espesso e importante redução do espaço do recesso lateral, em praticamente todo o trajeto da raiz L5 , principalmente devido ao fechamento provocado pela SAP de L4 ”.

Prosseguindo, iniciaram, então, extensa drilagem óssea das facetas articulares para ampliação do espaço neural. Uma técnica cirúrgica , utilizada para tratar a síndrome facetária , causa comum de dor crônica na coluna cervical e lombar ,

Em uma hora de procedimento , evidenciaram importante sofrimento da raiz L5 , além de comprometimento secundário da raiz L4, embora, esta última, sem repercussão clínica exuberante no pré-operatório.

“Prosseguimos, cuidadosamente, com a descompressão das estruturas neurais comprometidas , até a obtenção de adequada liberação radicular e ampliação satisfatória do recesso lateral”, concluem.

Parabéns, equipe cirúrgica: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

O diagnóstico assusta: estenose + hérnia em L5 e S1 . O pós-operatório surpreende: alívio, movimento e vida normal. Entre o susto e o sorriso, tem a equipe cirúrgica da OrtoCenter .

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

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