Duas hérnias, dois lados diferentes. Solução: endoscopia lombar

“Tratamos exatamente onde dói. Nem sempre a hérnia de maior volume é a responsável pela sintomatologia do paciente”, esclarecem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos. Leia mais...

Duas hérnias, dois lados diferentes. Solução: endoscopia lombar

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Foi o caso da paciente , 62 , atendida no ambulatório da OrtoCenter . Ela chegou com dor intensa na coluna e alterações sensitivas predominantes na face anterior da coxa direita.

“Relembrando a anatomia, a sensibilidade da região anterior da coxa está relacionada principalmente às raízes L2 e L3, com participação da L4, enquanto na região inguinal, apresenta importante contribuição da L1 ” , descrevem os médicos .

Avaliação clínica

Após análise dos exames físico e complementares da paciente , especialmente da Ressonância Magnética da coluna lombar, os doutores , identificaram duas hérnias discais na lombar :

* L3 e L4 , à direita : menor volume , porém, correspondente ao quadro clínico apresentado pela paciente ;

* L4 e L5 , à esquerda : maior volume com alterações compressivas mais significativas.

Por que essas diferenças?

Segundo os doutores , Edward Robert e Renato Bastos , durante a curva de aprendizagem da cirurgia endoscópica da coluna , é fundamental compreender que nem sempre a hérnia de maior volume ou com maior compressão radiológica é a responsável pela sintomatologia do paciente .

“Nesse caso, apesar de as hérnias L4 e L5 , à esquerda , terem apresentado na Ressonância, alterações mais importantes, o quadro clínico era, predominantemente, à direita, compatível com o comprometimento neural, observado no nível das L3 e L4 ” , explicam.

Após, análise criteriosa dos exames clínicos e de imagem, a equipe , optou por procedimento cirúrgico .

Discectomia endoscópica lombar por via transforaminal nas raízes L3 e L4, à direita, em 28.10.2026

A técnica , minimamente invasiva, para descompressão radicular , chega nas hérnias por um caminho natural, sem precisar cortar músculo e sem mexer no que não precisa.

“Nessa paciente , a hérnia nas raízes L4 e L5 , à esquerda , embora, radiologicamente mais volumosa , não foi abordada cirurgicamente, uma vez que não apresentou naquele momento, correspondência clínica suficiente, que justificasse a intervenção”, complementam.

Tempo cirúrgico

Aproximadamente, 50 minutos, conforme planejamento da equipe.

Vale ressaltar, que a paciente foi previamente orientada sobre a possibilidade de, no futuro, desenvolver sintomas relacionados à segunda hérnia discal , necessitando de nova avaliação e tratamento.

Agradecimento especial: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).

Mensagem aos colegas cirurgiões

Importância da Ressonância Magnética

A ferramenta é indispensável, mas, não deve, isoladamente, determinar o nível ou o lado da abordagem cirúrgica.

“Não operamos simplesmente a imagem. Tratamos a estrutura responsável pelo quadro clínico do paciente ”.

A indicação cirúrgica deve sempre resultar da integração entre história clínica, exame físico, distribuição dos sintomas e achados dos exames complementares.

Observação anatômica importante

Hérnia nas raízes L3 e L4

A raiz comprometida pode ser a L3 , quando a hérnia é foraminal ou extraforaminal;

Na L4 , quando é paracentral e compromete a raiz descendente.

A distinção é, em especial, relevante, para o conteúdo educativo dirigido.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da OrtoCenter

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