Endoscopia em coluna já operada: onde o cuidado e a técnica fazem toda a diferença
“Casos desse tipo exigem de nós, cirurgiões, atenção redobrada e um planejamento a parte”, esclarecem Edward Robert e Renato Bastos, especialistas em cirurgia de coluna da OrtoCenter. Leia mais...
Histórico clínico
Paciente , operado de hérnia discal , em L5 e S1 , há mais de 10 anos, tentou tratamento conservador, sem sucesso .
Procurou atendimento no ambulatório da OrtoCenter e, na ocasião, apresentou sintomatologia bilateral para região glútea, face posterior da coxa e da perna, panturrilhas e na sola do pé.
“Os sintomas, que afetam ambos os lados do corpo do paciente , caracterizavam quadro compatível com comprometimento radicular da raiz S1 bilateral ”, atestam os doutores Edward Robert e Renato Bastos .
Avaliação clínica
A anamnese serviu como base principal para o diagnóstico e o plano de tratamento.
Os médicos , solicitaram ao paciente , exames complementares , incluindo Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea e Ressonância Magnética da coluna lombar .
Os exames evidenciaram comprometimento degenerativo ao nível das raízes L4-L5 e L5-S1 , envolvendo os processos articulares .
“Nas L5 e S1 , observamos hérnia discal importante, à esquerda , associada a artropatia degenerativa avançada , com comprometimento de todo o recesso lateral e envolvimento da raiz descendente S1 , à esquerda ” , destacam.
Os exames também demonstraram que a nível das L4 e L5 , também havia patologia degenerativa dos processos articulares , mais evidente, à direita, comprometimento da raiz descendente L5 , já fora , do saco dural , além de influência sobre a raiz S1 , ainda dentro , do saco dural.
Saco dural
Também conhecido como tubo dural ou saco tecal é uma membrana resistente de dura-máter que envolve e protege a medula espinhal , as raízes nervosas e o líquido cefalorraquidiano (líquor) dentro do canal vertebral .
Vale lembrar, que a raiz S1 emerge no nível das L5 e S1 , sendo a raiz descendente, em relação ao nível vertebral superior.
Cirurgia endoscópica em 07.10.2026, às 17h
Diante dos achados clínicos e de imagem, a equipe optou pelo procedimento minimamente invasivo , com objetivo de descompressão da raiz S1 , à esquerda .
“O procedimento transcorreu, adequadamente, com tempo cirúrgico aproximado de 1h30min e finalizado sem intercorrências relevantes”.
Equipe cirúrgica : Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Leonardo Ferreira (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
Dr. Renato Bastos alerta ao colega cirurgião de coluna
Mensagens técnicas importantes
1 . Paciente previamente operado ,
Neste tipo de procedimento devemos ter extrema cautela durante a retirada do ligamento amarelo .
Frequentemente, há aderência intensa entre o ligamento amarelo, a raiz espinhal e/ou a dura-máter . A retirada inadvertida ou tracionada desse ligamento pode ocasionar lesão dural.
Portanto, sempre considerar a presença de cirurgia anterior e redobrar a atenção durante a manipulação e retirada do ligamento amarelo .
2. Paciente com alterações degenerativas em múltiplos níveis
Deve ser previamente orientado, quanto à possibilidade de nova intervenção futura , em nível superior, especialmente, quando há comprometimento associado às raízes L4 e L5 .
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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da OrtoCenter
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