Estenose do canal lombar: conheça a Técnica Bisel do Endoscópio, adotada no ato cirúrgico
“Utilizamos uma ótica específica com maior calibre e maior campo de trabalho, que permite uma descompressão mais rápida e eficiente”, asseguram Edward Robert e Renato Bastos cirurgiões ortopédicos.
“Utilizamos uma ótica específica com maior calibre e maior campo de trabalho, que permite uma descompressão mais rápida e eficiente”, asseguram Edward Robert e Renato Bastos cirurgiões ortopédicos.
Estratégia da “Técnica Bisel do Endoscópio”
Trata-se da troca de óticas durante o ato operatório , ou seja, rodar o bisel do endoscópio que é projetado para facilitar a penetração, melhorar a visualização e aumentar a precisão e segurança em cirurgias minimamente invasivas .
Em um contexto endoscópico , refere-se à ponta angulada, chanfrada ou cortante de um instrumento introduzido através do canal de trabalho do endoscópio.
Segundo os doutores Edward Robert e Renato Bastos essa ótica mais estreita, facilita a manipulação no espaço epidural e proporciona maior segurança no momento da mobilização e proteção da raiz nervosa.
“Afastamos a raiz espinhal para continuar a descompressão. Em seguida, realizamos a troca do equipamento, substituindo o endoscópio de estenose por um endoscópio interlaminar mais fino”, descrevem.
Vantagem da troca de óticas
Reduz o tempo total da cirurgia , em cerca de 30%, o que pode representar, aproximadamente, uma hora a menos de procedimento em casos mais complexos.
Essa redução traz benefícios diretos ao paciente, incluindo menor exposição anestésica, menor sangramento intraoperatório e menor agressão tecidual.
IMPORTANTE!
A estratégia da troca de óticas é um exemplo claro de como a experiência acumulada e o refinamento técnico permitem otimizar progressivamente os resultados cirúrgicos.
Histórico da paciente
Idosa, 86, após realizar múltiplas tentativas com tratamento conservador, incluindo Fisioterapia e uso de medicações, sem melhora significativa, procurou atendimento no ambulatório da Orto Center para diagnóstico e tratamento.
Na ocasião, ela apresentou importante sintomatologia radicular, envolvendo as raízes L4 , L5 e S1 sendo, que, a L5 , com maior comprometimento clínico .
Além de claudicação neurogênica (dor, dormência e fraqueza nas pernas ao caminhar ou ficar em pé), causada pela compressão dos nervos na coluna lombar.
Relato da paciente : “A dor que eu sentia, começava na região glútea e irradiava pelo membro inferior direito, o que me obrigava parar por diversas vezes, após percorrer cerca de 200 a 300 metros”.
Exames Complementares
Diante do quadro clínico crônico da paciente , evoluindo por décadas e, com piora progressiva dos sintomas, os médicos solicitaram Raios X da coluna vertebral , Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea em 3D.
“Os Exames demonstraram estenose avançada do canal central e lateral no nível das raízes L4-L5 , achado que correspondia, perfeitamente, com a sintomatologia apresentada pela paciente ” , afirmam Edward Robert e Renato Bastos .
Os doutores ressaltam, também, que, em quadros de estenose lombar , podem existir outros níveis e com algum grau de comprometimento.
“Entretanto, neste caso , o nível das L4 e L5 era claramente o mais importante e o responsável pela sintomatologia principal . Portanto, a indicação é o tratamento cirúrgico ”.
Via endoscópica interlaminar em 09.03
Procedimento iniciado com laminectomia ampla , à direita, para remover a lâmina, visando descomprimir os nervos. Em seguida, remoção do material estenótico (substância que causava o estreitamento da estenose espinhal ).
Os especialistas no procedimento , complementam: “Ao longo de, aproximadamente, uma hora e meia, com a descompressão das raízes, identificamos o ligamento amarelo, avançando, progressivamente... Realizamos a hemifacetectomia , a direita, tanto do processo articular superior quanto do processo inferior”.
Depois de ampla abertura da região interlaminar , os cirurgiões procederam à ressecção do ligamento amarelo, permitindo a visualização das raizes descendentes L5 e L4 .
Hemifacetectomia
Procedimento cirúrgico na coluna vertebral , que envolve a remoção parcial de uma das articulações facetárias (facetectomia unilateral) para aliviar a compressão nervosa .
Frequentemente utilizada para tratar a estenose do recesso lateral a hemifacetectomia permite amplo acesso às raízes nervosas, comum em cirurgias de descompressão .
“Confirmamos o que já havia sido observado na Ressonância Magnética: presença de hérnia discal calcificada no espaço das L4 e L5, associada a exostose intersomática , contribuindo, significativamente, para a estenose do canal lombar ”.
Exostose intersomática
Crescimento ósseo benigno (osteófito) que se desenvolve na borda dos corpos vertebrais, especificamente na área entre as vértebras (intervertebral) da coluna . Popularmente conhecidos como bicos de papagaio,
Prosseguindo a endoscopia via interlaminar , os cirurgiões observaram que a raiz L5 encontrava-se severamente comprimida. Por um lado, pela artropatia avançada das facetas articulares ou artrose facetária severa e, pelo outro, pela exostose intersomática associada à hérnia calcificada.
“Após, cerca de duas horas de procedimento cirúrgico , finalizamos com a descompressão completa dos canais lombar e radicular , com a liberação adequada das estruturas neurais”, comemora a equipe cirúrgica .
Participaram da Endoscopia por via interlaminar : Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).
A Técnica Bisel do Endoscópio é mais uma solução avançada da Orto Center para o seu tratamento. Garante precisão e segurança em cirurgias, agende uma avaliação!
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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center