Paciente, 50 anos: Compressão multinível na coluna

“Fizemos o que resolve para descomprimir as raízes. Cirurgia endoscópica em duas fases: interlaminar + transforaminal”, afirmam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas no procedimento.

Paciente, 50 anos: Compressão multinível na coluna

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Paciente, 50, após longo período de tratamento conservador (Fisioterapia, medicamentos, mudanças estilo de vida etc.) sem melhora satisfatória, procurou a equipe de médicos ortopedistas da OrtoCenter para uma avaliação especializada do seu caso.

Na ocasião, ela queixou-se que sentia dor na região glútea, face posterior das coxas, panturrilhas e região plantar dos pés, bilateralmente.

Reclamou, ainda, de dor na face anterior da coxa esquerda, discreta redução de força muscular do quadríceps e limitação para caminhar longas distâncias.

Histórico clínico, exames físico e de imagem

A correlação entre os três, permitiu, que, os doutores Edward Robert e Renato Bastos , confirmassem o diagnóstico:

“A principal origem dos sintomas estava relacionada ao comprometimento bilateral das raízes descendentes de S1 , ao nível de L5 - S1 mais acentuado, à esquerda”.

A compressão , segundo eles, além de ser predominantemente, por hipertrofia do ligamento amarelo (espessamento ou inchaço do ligamento que conecta as vértebras) era, também, associada, parcialmente, à artropatia degenerativa facetária ou artrose facetária (desgaste natural da cartilagem das pequenas articulações que conectam as vértebras), sem evidência de hérnia discal significativa.

“Durante a análise do comprometimento radicular de L4 , identificamos, compressão da raiz emergente esquerda , ao nível de L4 e L5 ”, complementam os médicos .

Quadro de compressão dinâmica

A extremidade do Processo Articular Superior ( SAP ) - projeção óssea vital na coluna vertebral de L5 -, promovia estreitamento do terço superior do forame neural (pequena abertura lateral entre duas vértebras na coluna vertebral ) o que determinava impacto mecânico (“ impingement” ) sobre a raiz L4 , no forame de L4 e L5 , à esquerda.

Planejamento cirúrgico: descompressão de 3 raízes nervosas

1. Raiz descendente de S1 , à esquerda, em L5-S1;

2. Raiz descendente de S1 , à direita , em L5-S1;

3. Raiz emergente de L4, à esquerda , em L4-L5.

Procedimento cirúrgico em 19.06

1ª fase: Abordagem endoscópica via interlaminar em L5-S1

“Realizada, para descomprimir a raiz S1, à esquerda, seguida de descompressão contralateral por técnica “over the top” um procedimento cirúrgico, minimamente invasivo, que utilizamos para tratar a estenose de canal vertebral, permitindo, assim, adequada liberação da raiz S1, à direita”, asseguram.

Em seguida, os cirurgiões removeram as estruturas compressivas correspondentes, incluindo hipertrofia do ligamento amarelo e parte das estruturas ósseas articulares responsáveis pela estenose .

Concluída essa etapa, sem intercorrências.

2ª fase: Abordagem endoscópica via transforaminal em L4-L5, à esquerda

Ainda no mesmo ato operatório , a equipe cirúrgica , descomprimiu a raiz emergente L4 e ampliou, adequadamente, o forame neural, pequena abertura localizada nas laterais da coluna vertebral , entre uma vértebra e outra.

“Após, cerca de duas horas de procedimento , concluímos, com sucesso, a descompressão bilateral das raízes de S1 , por via interlaminar e a descompressão da raiz de L4 , por via transforaminal” , comemoram os doutores Edward Robert e Renato Bastos .

OBSERVAÇÕES:

1.Caráter educacional para cirurgiões em fase inicial de treinamento em cirurgia endoscópica da coluna

Importante ressaltar, que, o planejamento de descompressões múltiplas deve estar diretamente relacionado à experiência da equipe cirúrgica .

Em diversas situações, especialmente, nos casos mais complexos, é prudente informar, previamente, ao paciente sobre a possibilidade de realização de procedimentos, em etapas , reservando uma segunda intervenção para tratamento complementar quando necessário.

2. Procedimentos endoscópicos excessivamente prolongados

Podem estar associados ao aumento da incidência de complicações, incluindo disestesias pós-operatórias (queimação, formigamento, fisgadas ou sensibilidade extrema ao toque), parestesias persistentes (formigamento, ardência, dormência ou "agulhadas"), cefaléia relacionada à irrigação contínua e, eventualmente, lesões durais .

Deve-se considerar, que, cirurgias com duração superior a duas ou três horas impõem elevado desgaste físico e mental ao cirurgião , aumentando potencialmente o risco de intercorrências intraoperatórias.

A OrtoCente r agradece a equipe cirúrgica Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica) pela participação e pelo excelente trabalho.

OrtoCenter:   quando o caso é complexo a técnica é completa : cirurgia endoscópica para compressão em múltiplos níveis .

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

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