Quando a estenose lateral e a hérnia apertam na mesma região. O que fazer?

No caso da nossa paciente, a solução que encontramos foi a endoscopia transforaminal para descomprimir as raízes L3, L4 e L5”, esclarecem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões especialistas em coluna.

Quando a estenose lateral e a hérnia apertam na mesma região. O que fazer?

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A estenose do canal vertebral é o estreitamento do canal na coluna que aperta a medula e os nervos.

Histórico clínico

Paciente , 70 , sentia dor persistente na face anterior e lateral da coxa, em direção a região dorsal do pé. Durante muitos anos fez tratamento conservador, sem resultado satisfatório.

Submetida, também, a um procedimento cirúrgico para tratar de estenose do canal vertebral e descomprimir as raízes L5 e S1 .

Atendida, no ambulatório da OrtoCenter , os doutores Edward Robert e Renato Bastos , solicitaram a paciente , exames complementares , entre eles Ressonância Magnética .

Diante do resultado, identificaram comprometimento nas raízes L3, L4 e L5 .

“Principalmente, nas L3 e L4 , identificamos uma estenose lateral, na região foraminal, associada a uma hérnia discal . A partir daí, direcionamos o nosso planejamento cirúrgico ”, complementam.

Região foraminal (ou forame intervertebral )

É o pequeno orifício ósseo, situado entre as vértebras da coluna por onde as raízes nervosas saem da medula espinhal em direção ao resto do corpo.

Procedimento cirúrgico via acesso transforaminal, em 09.09.2026

Trata-se de uma técnica minimamente invasiva , usada em cirurgias e procedimentos da coluna (como endoscopias ou infiltrações) que entra pelo forame intervertebral, o pequeno canal por onde a raiz nervosa sai da medula.

1º nível

Conforme o planejado pelos cirurgiões. Objetivo: retirada da hérnia que comprimia , diretamente , a raiz L3 .

“ Após, cerca de 45 minutos, finalizamos essa etapa e seguimos para o nível inferior, nas L4 e L5 . Com isso, liberamos a L4 e a descendente L5 ”, asseguram.

2º nível

Optaram, também, pelo acesso transforaminal .

“Não escolhemos a via interlaminar, em razão da cirurgia anterior, realizada pela paciente , nas L5 e S1 . Apesar de o nosso alvo ser as L4 e L5 , poderia haver aderências cicatriciais na região, aumentando a dificuldade e os riscos do acesso posterior” , justificam.

No decorrer do ato cirúrgico , observaram na Ressonância Magnética , uma estenose do canal central , não muito importante, porém, associada ao espessamento do ligamento amarelo , principalmente à esquerda.

Ligamento amarelo

É um tecido altamente elástico, localizado na parte interna do canal vertebral da coluna , que une as lâminas das vértebras vizinhas.

“Dessa forma, realizamos um acesso bastante lateral , aproximadamente, 12 centímetros do plano sagital mediano , para alcançar o teto do canal lombar e possibilitar a retirada do ligamento amarelo ”, explicam.

Plano sagital mediano

É um plano anatômico imaginário vertical que passa, exatamente, pelo centro do corpo, dividindo-o em duas metades simétricas: direita e esquerda.

Descompressão da raiz L4

Aproximadamente a 12 centímetros do plano sagital mediano , alcançaram a região foraminal e realizaram a retirada do material discal (conteúdo do disco intervertebral) que comprimia a raiz L4 .

Em seguida, retiraram parte do SAP (Processo Articular Superior) uma pequena projeção óssea localizada em cada vértebra da coluna vertebral ,

Avançaram, em direção à lâmina L4 e removeram boa parte do ligamento amarelo . Dessa forma, total descompressão, pela via transforaminal .

Segundo os especialistas em cirurgia da coluna vertebral da OrtoCenter esse acesso foi particularmente desafiador, Eles explicam porque:

“Além da abordagem transforaminal , conseguimos progredir pela região lateral e alcançar o interior do canal lombar , permitindo uma descompressão mais ampla, sem necessidade de utilização da via interlaminar”, comemoram.

Em cerca de 2h15min finalizaram com sucesso o procedimento cirúrgico .

Equipe: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).

Paciente idosa , 70 anos , depois de anos no tratamento conservador; cirurgia endoscópica transforaminal descomprimiu as raízes L3, L4, L5 e acabou com o sofrimento.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da OrtoCenter.

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