Superando limites: cirurgia endoscópica ajuda paciente com paralisia cerebral

“Retiramos um cisto facetário (sinovial) na paciente que apresentava sintomas compatíveis com acometimento radicular nas raízes L5 e S1”, assinalam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões especialistas em coluna vertebral.

Superando limites: cirurgia endoscópica ajuda paciente com paralisia cerebral

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“Retiramos um cisto facetário (sinovial) na paciente que apresentava sintomas compatíveis com acometimento radicular nas raízes L5 e S1”, assinalam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões especialistas em coluna vertebral.

Histórico clínico

Paciente jovem , 37 , atendida no ambulatório da Orto Center , apresentou diagnóstico prévio de paralisia cerebral , com sintomas e sinais neurológicos, decorrentes de sua doença primária e compatíveis com acometimento radicular ou radiculopatia em L5–S1, à esquerda.

Os médicos ressaltam : “Trata-se de uma condição neurológica, ocorrida devido à compressão, irritação ou lesão de uma raiz nervosa da coluna vertebral e que interfere na comunicação entre o cérebro e o corpo”.

Vale ressaltar, que a paralisia cerebral contribuiu para a sobreposição e por possível confusão diagnóstica com o quadro neurológico secundário ao cisto facetário ( sinovial ) nas raízes de L5 e S1 , à esquerda .

Diante dessas alterações neurológicas pré-existentes , houve dificuldade inicial na definição do real peso clínico de cada achado, uma vez que os sinais e sintomas relacionados à patologia de base poderiam mimetizar ou mascarar a compressão radicular causada pelo cisto facetário.

Os ortopedistas e traumatologistas , Edward Robert e Renato Bastos , destacam:

“Por esse motivo, fez-se necessária a realização de múltiplas avaliações clínicas e a análise criteriosa dos exames complementares antes da indicação definitiva do tratamento cirúrgico”.

Exames complementares

Na análise do exame físico da paciente , os doutores observaram sinais leves de claudicação neurogênica , causada pela compressão dos nervos da coluna , diminuição de força correspondente à raiz S1 , além de alterações sensitivas do tipo parestesia (sensação anormal de formigamento) e hipoestesia (diminuição ou perda parcial da sensibilidade) na região posterior da coxa e da perna e na face plantar do pé esquerdo.

Nos exames de imagem - Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada – eles identificaram uma imagem de hipocaptação ao nível do processo articular superior de S1 :

“Resultado compatível com cisto facetário , confirmado nas imagens axiais, bem como, em registros de vídeo e fotografias intraoperatórias. No conjunto da anamnese e exame físico, ambos, também, plenamente compatíveis com o comprometimento radicular, nas raízes L5 e S1 ”, afirmam.

Após avaliação, tanto clínica, quanto dos exames complementares, os médicos concluíram que a raiz envolvida era a S1 , à esquerda:

“A compressão radicular se mostrou, predominante, ao nível do recesso lateral, associada à conformação do processo articular superior de S1 ”.

Diante da falha no tratamento conservador e a persistência dos sintomas, foi indicada a paciente intervenção cirúrgica.

Cirurgia endoscópica por via interlaminar em 16.12.2025

A abordagem utilizada pelos cirurgiões foi a “ V-point” . Trata-se de parte integrante de técnicas minimamente invasivas que buscam menor trauma cirúrgico e dor pós-operatória, assim como, recuperação mais rápida e menor.

“Com a precisão do "V-Point" , identificamos o processo articular inferior da raiz L5 e do processo articular superior a S1 ”.

Achado intraoperatório: cisto facetário (cisto sinovial )

Ao iniciar o procedimento , a equipe identificou uma bolsa cheia de líquido que se forma nas articulações da coluna .

“O cisto facetário , medindo aproximadamente 8 a 10 mm no seu maior eixo longitudinal e cerca de 5 mm no eixo lateral foi cuidadosamente dissecado e individualizado, em toda a sua extensão” , ressaltam.

Adequadamente, individualizada, a raiz nervosa foi identificada e protegida e o cisto , removido com cautela , devido a pequena vascularização.

Após a ressecção completa, foi possível a completa liberação e visualização da raiz descendente S1 .

“Realizada avaliação crânio-caudal satisfatória, sem evidência de compressão residual, optamos pela finalização do procedimento” .

Equipe cirúrgica : Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica) .

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center

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