Artrodese prévia não é barreira para Endoscopia. É desafio.
  • 04/06/2026

Artrodese prévia não é barreira para Endoscopia. É desafio.

Onde a técnica interlaminar sempre vence... Raízes L5 e S1 livres na sexta década de vida do paciente.

60 anos, duas cirurgias na conta. Terceira? Endoscopia interlaminar entrou por outro caminho e tratou a hérnia nova, sem agressão.

“Estamos diante de um caso extremamente interessante e não frequente no dia a dia das cirurgias endoscópicas da coluna vertebral”, afirmam os doutores Edward Robert e Renato Bastos.

Histórico clínico

1º momento: Artrodese lombar nas raízes L4 e L5

Paciente, atendido no ambulatório da OrtoCenter, realizou há alguns anos o procedimento cirúrgico que uniu a quarta (L4) e a quinta (L5) vértebras lombares.

A dor que ele sentia, iniciava na coluna lombar e irradiava ao longo do nervo ciático, até as pernas (sintomatologia da lombociática). Com o tempo evoluiu...

2º momento: Endoscopia a nível de L5 e S1

Paciente, submetido ao procedimento cirúrgico, devido aos sintomas compatíveis com o comprometimento da raiz S1, entre eles dor irradiada da lombar para a nádega, parte posterior da coxa, panturrilha e lateral do pé, acompanhados de dormência e fraqueza muscular.

Avaliação clínica

Através de exames complementares - Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução em 3D, os médicos, observaram:

“Importante processo degenerativo lombar, associado a artrodese prévia em L4-L5, além da presença de hérnia discal póstero-lateral, comprimindo a raiz S1, à direita, em seu recesso lateral”.

Acesso endoscópico interlaminar em 27.05 às 17h

Após criterioso planejamento cirúrgico, a equipe médica optou pela técnica minimamente invasiva, usada para tratar hérnias de disco e estenoses no canal vertebral.

“Utilizamos instrumental específico para estenose lombar, já prevendo a possibilidade de extensa fibrose cicatricial decorrente das cirurgias prévias. E foi exatamente o que encontramos”.

Nos primeiros 3 a 4 centímetros de progressão cirúrgica (evolução lógica do tratamento operatório e à recuperação do paciente), tiveram que vencer a intensa fibrose que recobria toda a região sacral.

Após uma hora de procedimento

“Conseguimos atingir o ligamento amarelo e confirmar a presença de hipertrofia dos processos Articulares Superior e Inferior (SAP e IAP), responsáveis pelo fechamento importante do recesso lateral”.

Associado a isso, os cirurgiões, observaram grande espessamento do ligamento amarelo e pequena hérnia discal póstero-lateral, formando um quadro de compressão radicular severa da raiz S1, à direita.

Descompressão concretizada, percebemos volumoso plexo venoso ao redor da raiz espinhal, importante edema neural e raiz extremamente hiperemiada, que indicava um aumento extremo do fluxo sanguíneo e dilatação dos vasos em uma região específica”.

O que demonstrava, claramente, o efeito compressivo crônico, ocasionado pela combinação da hérnia discal, hipertrofia facetária e espessamento ligamentar.

Após três horas de procedimento

Os doutores, Edward Robert e Renato Bastos, conseguiram preservar, apenas, a quantidade necessária para manter a estabilidade lombossacra. Ou seja: capacidade da coluna lombar e do sacro de suportar cargas e controlar movimentos, prevenindo sobrecargas e lesões.

“Foi necessária, ainda, a remoção parcial da lâmina vertebral, além de rigoroso controle hemostático durante todo o procedimento. Próximo passo: Seguiremos acompanhando a evolução clínica e a recuperação funcional do paciente”, concluem.

Parabéns, a equipe cirúrgica! Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Leonardo Ferreira (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

Observação importante

Nesse tipo de caso, após procedimentos de Artrodese lombar não é incomum o aparecimento de novas compressões radiculares,

Isso ocorre em muitos pacientes, devido ao fenômeno de hipermobilidade pré ou pós-juncional uma característica relacionada a amplitude de movimento excessivo nas articulações, popularmente chamadas de "juntas".

Os níveis adjacentes à Artrodese, passam a sofrer maior sobrecarga biomecânica ao longo do tempo.

Pacientes submetidos a Artrodeses multiníveis que, posteriormente, desenvolveram hérnias discais foraminais, extraforaminais ou compressões dentro do canal vertebral em níveis acima ou abaixo da Artrodese.

Filosofia da OrtoCenter: Precisão cirúrgica, respeito a sua história e tecnologia a favor de quem já operou.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center