Desvendando a Artropatia degenerativa. O que é e como tratar?
  • 01/04/2026

Desvendando a Artropatia degenerativa. O que é e como tratar?

“A patologia é o desgaste crônico das cartilagens e articulações, especificamente entre as vértebras lombares L2-L3 e L3-L4”, esclarecem - Alan Robert e Renato Bastos - cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.

Também conhecida como artrose facetária, a Artropatia degenerativa gera dor local, rigidez e inflamação. Frequentemente, resulta em osteófitos, mais conhecidos como "bicos de papagaio", além de potencial compressão nervosa.

Histórico clínico

Paciente, 69, atendida no ambulatório da Orto Center, sentia dor lombar intensa e insuportável (10/10) e dor glútea (8/10)ambas classificadas na Escala Visual Analógica (EVA), além de radiculopatia bilateral, condição em que nervos espinhais são comprimidos ou inflamados no trajeto de S1, mas, com menor intensidade.

Diante dos sintomas descritos pela paciente, os doutores Alan Robert Renato Bastos, diagnosticaram:

“Portadora de Artropatia degenerativa, em L2-L3 e L3-L4, associada a Síndrome do Segmento Adjacente Superior (SSAS) uma complicação pós-Artrodese,, em L4-L5 e L5-S1, procedimento realizado no ano 2021”.

Exames de imagem

Após a paciente passar por avaliação clínica detalhada, os médicos solicitaram Raios X e Ressonância Magnética que acusaram:

- Degeneração discal avançada em L3 e L4 com sinal do vácuo. indica um estágio avançado de desgaste do disco intervertebral,

Artropatia intersomática (desgaste crônico da cartilagem e dos discos entre as vértebras) e Artropatia interapofisária ou artrose facetária (desgaste das pequenas articulações posteriores da coluna vertebral em L2 L3 e L3 e L4;

- Sobrecarga mecânica do segmento adjacente superior a Artrodese prévia é uma complicação comum, frequentemente associada à Doença do Nível Adjacente (DNA).

Tratamentos

Conservador, que envolveu Fisioterapia, exercícios de fortalecimento, controle de peso e medicamentos (analgésicos/anti-inflamatórios. Mas, a paciente, não obteve sucesso com o tratamento.

Artrodese

procedimento cirúrgico de fusão óssea é indicado para Artropatia degenerativa nos níveis L2-L3 e L3-L4 quando há dor incapacitante, instabilidade da coluna ou falha no tratamento conservador.

Inicialmente, a nossa intenção com essa paciente seria fazer uma Endoscopia porque a sintomatologia estava na parte de trás das duas coxas. Mas, na véspera da cirurgia, conversamos com ela e chegamos à conclusão de que seria melhor uma Artrodese, já que os sintomas eram mais fortes na coluna. Quando isso acontece, mais do que nas pernas, sem dúvida, que a Artrodese tem um valor bem maior”, asseguram os doutores Alan Robert e Renato Bastos.

Vale lembrar, que a paciente realizou uma Artrodese há alguns anos, em L4-L5 e L5 -S1.

Revisão de Artrodese para Artropatia degenerativa em 26.03

Os cirurgiões, por via posterior, revisaram toda a Artrodese antiga e colocaram uma nova, em L2-L3L3-L4L5 e L5-S1. Retiraram, completamente, o material de síntese de L4-L5 e L5-S1 e ampliaram a Artrodese para L2-L3 e L3-L4.

“Colocamos 10 parafusos pediculares, sendo 5 de um lado e 5 do outro, em L2L3, L4L5 e S1, fixamos com hastes longitudinais e conexão transversal, realizamos a discectomia (remoção) e introduzimos cages intersomáticos (espaçadores intervertebrais) em L2-L3 e L3-L4”, complementam.

Em seguida, os cirurgiões realizaram a descompressão com laminectomia para aliviar a dor nas pernas e removeram o ligamento amarelo que comprimia os nervos, com exposição da dura-máter, meninge mais externa, espessa e resistente que envolve o sistema nervoso central e raízes.

“Por tudo isso, que desistimos de fazer a Endoscopia. Acreditamos que aumentando o nível da Artrodese e substituindo os parafusos velhos, pelos novos, a paciente vai melhorar, significativamente, das dores nas pernas”, garantem.

Considerações finais

• Quadro compatível com doença do segmento adjacente superior;

• Predomínio de dor lombar, justificando opção por revisão e ampliação da Artrodese em detrimento de abordagem endoscópica isolada;

• Expectativa de melhora da sintomatologia radicular S1 no pós-operatório;

• Persistência de dor irradiada poderá indicar descompressão endoscópica transforaminal em L5-S1;

acompanhamento médico é crucial para controlar a inflamação e evitar a progressão da dor.

EquipeAlan Robert e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna); Cláudia Vieira Ramos (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center