Dizem que depois dos 80 não se opera a coluna. A OrtoCenter discorda
“Com a Endoscopia tratamos a estenose multinível da nossa paciente de 86 anos. Sem corte, parafusos e sem desgaste só com precisão endoscópica”, garantem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas no procedimento.
“Com a Endoscopia tratamos a estenose multinível da nossa paciente de 86 anos. Sem corte, parafusos e sem desgaste só com precisão endoscópica”, garantem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas no procedimento. Leia mais...
A estenose do canal vertebral estreitamento anormal que ocorre no centro do canal ou em suas regiões laterais tem como resultado, a compressão de diversas raízes espinhais lombares.
Histórico clínico
Caso da paciente idosa, 86, atendida por Edward Robert e Renato Bastos, no ambulatório da OrtoCenter.
Na ocasião, ela relatou que sentia dor lombar, principalmente, quando caminhava e desconforto ao ficar em pé. A dor, estendia-se para a região glútea, à esquerda, face póstero-lateral da coxa, da perna e dorso do pé atingindo, os três últimos pododáctilos (dedos do pé).
“A paciente, apresentou ainda, importante claudicação intermitente de natureza neurogênica, ou seja, condição que ocorre quando há a compressão nos nervos espinhais da coluna lombar (parte inferior das costas)”, complementam os médicos.
Vale lembrar, que mesmo após longo período de tratamento conservador, incluindo Fisioterapia, Pilates e RPG a paciente não teve melhora satisfatória.
Exames complementares
Como rotina no atendimento ambulatorial da OrtoCenter, a paciente, realizou Eletromioneurografia para avaliar o funcionamento de diversos nervos e músculos do organismo, Raios X, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com estudo ósseo.
Os exames demonstraram importante estenose do canal vertebral central e lateral, multinível, comprometendo diversas raízes espinhais lombares.
“Entretanto, sempre fazemos a seguinte pergunta: qual a raiz que efetivamente dói e corresponde à sintomatologia predominante da paciente? Mas, após análise clínica e radiológica minuciosa, concluímos que a principal raiz acometida era a raiz L5 à esquerda”.
Os cirurgiões ressaltam a anatomia funcional da raiz L5:
“Ela nasce entre a L4 e a L5 e atravessa este segmento como raiz descendente. Posteriormente, emerge entre as L5 e S1, passando, então, a ser denominada raiz emergente”.
Portanto, compressões em L4 e L5 podem comprometer diretamente a raiz L5, produzindo dor irradiada, exatamente no trajeto apresentado pela paciente.
Endoscopia para estenose multinível em 25.05
Durante o procedimento cirúrgico, a equipe observou importante estenose central e lateral, associada a grande hipertrofia óssea e ligamentar, o que exigiu ampla drenagem óssea (reabsorção de partes do osso antigo), até atingir a dura-máter (camada mais externa das meninges) e o trajeto completo da raiz espinhal.
Desafio intraoperatório
“Nos pacientes muito idosos, o sangramento proveniente do plexo venoso de Batson é, sem dúvida, um dos maiores que enfrentamos, especialmente em casos de estenose crônica e severa”, argumentam.
Essas veias, normalmente responsáveis pela drenagem venosa da coluna vertebral, tornam-se extremamente dilatadas ao longo dos anos, devido à compressão crônica, assumindo aspecto de verdadeiro novelo vascular.
“Nessas situações, o controle hemostático exige extrema paciência, conhecimento anatômico detalhado e experiência cirúrgica para manter o procedimento sempre sob controle”, frisam os doutores Edward Robert e Renato Bastos.
Após cerca de 2 horas de procedimento, sem intercorrências maiores, a equipe cirúrgica concluiu a descompressão completa da raiz de L5 em todo o seu trajeto. Desde o recesso lateral, até a entrada do forame vertebral, uma abertura localizada entre duas vértebras adjacentes na coluna.
Orientação prévia ao paciente. Fique alerta!
Em seguida a descompressões extensas em estenoses graves e crônicas, existe a possibilidade de parestesia pós-operatória transitória, ou seja, sintomas relativamente frequentes: dormência envolvendo a região glútea, face lateral da perna e dorso do pé.
Equipe: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Thiago Dutra (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).
Estenose do canal central e lateral em múltiplos níveis. Raízes nervosas descomprimidas, paciente 86 anos andando, família aliviada. OrtoCenter: A idade não limita, tecnologia liberta.
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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

