Endoscopia interlaminar descomprime duas hérnias discais lombares
“Ter duas hérnias não significa precisar de duas cirurgias abertas. O procedimento permitiu tratar os dois níveis pelo mesmo acesso”, garantem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna.
Detalhes: Sem abrir músculo, sem parafuso e com alta precoce da paciente, 47, atendida no ambulatório da OrtoCenter.
Segundo o relato dos médicos, na ocasião, ela sentia dor intensa nas regiões lombar baixa e glútea, à direita, na face posterior da coxa, na panturrilha e na região plantar do pé direito.
“Apresentava, ainda, episódios esporádicos de parestesia - sensação de dormência, formigamento, queimação e/ou agulhadas -, na região dorsal do pé direito”, acrescentam.
Do ponto de vista semiológico (método científico de investigação e interpretação dos sintomas apresentados pela paciente) a maior parte, encontrava-se relacionado ao território da raiz S1, à direita, com discreta participação da L5, também, à direita.
Exames complementares
Para complementar o histórico médico, monitorar o tratamento e auxiliar no fechamento do diagnóstico, os doutores Edward Robert e Renato Bastos, solicitaram da paciente, a Ressonância Magnética e a Tomografia Computadorizada, as quais evidenciaram, duas hérnias discais lombares, localizadas nos níveis das raízes L4-L5 e L5-S1.
“Diante deste cenário, surgiu a principal dúvida diagnóstica e terapêutica: qual dos níveis seria efetivamente responsável pela compressão radicular sintomática”? indagam.
Anatomia radicular lombar
Analisando, sabemos que a raiz L5 nasce ao nível vertebral de L4, percorre o canal vertebral como raiz descendente e emerge através do forame de L5 e S1 (abertura óssea entre a última vértebra lombar (L5) e o primeiro segmento do sacro (S1)), passando a ser denominada raiz emergente.
Desta forma, uma mesma raiz pode sofrer compressão, tanto em seu trajeto descendente, quanto em sua emergência foraminal.
“Entretanto, considerando que a sintomatologia predominante da paciente se localizava, claramente, no território S1, concluímos, que, o principal nível responsável pela compressão radicular encontrava-se em L5 e S1, à direita”, asseguram.
Descompressão endoscópica por via interlaminar em 03.06
Durante a radioscopia intraoperatória - uma técnica de imagem em tempo real -, a equipe cirúrgica observou excelente janela interlaminar, com espaço suficiente para a introdução dos instrumentos endoscópicos.
Portanto, não houve necessidade de ampliação óssea, através de broca diamantada.
“Após exposição adequada do campo operatório, realizamos à ressecção do ligamento amarelo, que permitiu acesso ao compartimento epidural. Trata-se de um canal na coluna vertebral localizado entre a dura-máter (membrana que protege a medula) e as paredes ósseas do canal espinhal”, descrevem.
A partir daí, identificaram volumosa hérnia discal, localizada, posteriormente, ao corpo vertebral das raízes L5 e S1, determinando compressão significativa da raiz S1, à direita.
“Realizamos a discectomia endoscópica (procedimento cirúrgico minimamente invasivo) com remoção dos fragmentos herniários e ampla descompressão neural”, assinalam.
Plexo venoso epidural de Batson
Durante o procedimento, os cirurgiões, observaram sangramento, proveniente de uma rede de veias paravertebrais, sem válvulas, que conecta os sistemas venosos pélvicos e torácicos ao plexo venoso vertebral interno.
“Efetuamos coagulação criteriosa de toda a região por radiofrequência e obtemos adequada hemostasia uma resposta natural e imediata do organismo, para interromper sangramentos e prevenir hemorragias, após a lesão de um vaso sanguíneo”.
Ato cirúrgico encerrado sem intercorrências
A raiz S1 completamente livre, móvel e sem sinais de compressão residual.
Participaram da Endoscopia interlaminar: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
Todas as etapas descritas acima estão documentadas nas imagens e vídeos cirúrgicos gravados durante o procedimento. Acesse nossas mídias sociais (YouTube, Instagram e Facebook ) e compartilhe.
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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

