Estenose do canal lombar: conheça a Técnica Bisel do Endoscópio, adotada no ato cirúrgico
  • 13/03/2026

Estenose do canal lombar: conheça a Técnica Bisel do Endoscópio, adotada no ato cirúrgico

“Utilizamos uma ótica específica com maior calibre e maior campo de trabalho, que permite uma descompressão mais rápida e eficiente”, asseguram Edward Robert e Renato Bastos cirurgiões ortopédicos.

Estratégia da “Técnica Bisel do Endoscópio”

Trata-se da troca de óticas durante o ato operatório, ou seja, rodar o bisel do endoscópio que é projetado para facilitar a penetração, melhorar a visualização e aumentar a precisão e segurança em cirurgias minimamente invasivas.

Em um contexto endoscópico, refere-se à ponta angulada, chanfrada ou cortante de um instrumento introduzido através do canal de trabalho do endoscópio.

Segundo os doutores Edward Robert e Renato Bastos essa ótica mais estreita, facilita a manipulação no espaço epidural e proporciona maior segurança no momento da mobilização e proteção da raiz nervosa.

“Afastamos a raiz espinhal para continuar a descompressão. Em seguida, realizamos a troca do equipamento, substituindo o endoscópio de estenose por um endoscópio interlaminar mais fino”, descrevem.

Vantagem da troca de óticas

Reduz o tempo total da cirurgia, em cerca de 30%, o que pode representar, aproximadamente, uma hora a menos de procedimento em casos mais complexos.

Essa redução traz benefícios diretos ao paciente, incluindo menor exposição anestésica, menor sangramento intraoperatório e menor agressão tecidual.

IMPORTANTE!

A estratégia da troca de óticas é um exemplo claro de como a experiência acumulada e o refinamento técnico permitem otimizar progressivamente os resultados cirúrgicos.

 Histórico da paciente

Idosa, 86, após realizar múltiplas tentativas com tratamento conservador, incluindo Fisioterapia e uso de medicações, sem melhora significativa, procurou atendimento no ambulatório da Orto Center para diagnóstico e tratamento.

Na ocasião, ela apresentou importante sintomatologia radicular, envolvendo as raízes L4L5 S1 sendo, que, a L5, com maior comprometimento clínico.

Além de claudicação neurogênica (dor, dormência e fraqueza nas pernas ao caminhar ou ficar em pé), causada pela compressão dos nervos na coluna lombar.

Relato da paciente“A dor que eu sentia, começava na região glútea e irradiava pelo membro inferior direito, o que me obrigava parar por diversas vezes, após percorrer cerca de 200 a 300 metros”.

Exames Complementares

Diante do quadro clínico crônico da paciente, evoluindo por décadas e, com piora progressiva dos sintomas, os médicos solicitaram Raios X da coluna vertebralRessonância Magnética Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea em 3D.

“Os Exames demonstraram estenose avançada do canal central lateral no nível das raízes L4-L5, achado que correspondia, perfeitamente, com a sintomatologia apresentada pela paciente, afirmam Edward Robert e Renato Bastos.

Os doutores ressaltam, também, que, em quadros de estenose lombar, podem existir outros níveis e com algum grau de comprometimento.

“Entretanto, neste casoo nível das L4 e L5 era claramente o mais importante e o responsável pela sintomatologia principal. Portanto, a indicação é o tratamento cirúrgico”.

Via endoscópica interlaminar em 09.03

Procedimento iniciado com laminectomia ampla, à direita, para remover a lâmina, visando descomprimir os nervos. Em seguida, remoção do material estenótico (substância que causava o estreitamento da estenose espinhal).

Os especialistas no procedimento, complementam: “Ao longo de, aproximadamente, uma hora e meia, com a descompressão das raízes, identificamos o ligamento amarelo, avançando, progressivamente... Realizamos a hemifacetectomia, a direita, tanto do processo articular superior quanto do processo inferior”.

Depois de ampla abertura da região interlaminar, os cirurgiões procederam à ressecção do ligamento amarelo, permitindo a visualização das raizes descendentes L5 e L4.

Hemifacetectomia

Procedimento cirúrgico na coluna vertebral, que envolve a remoção parcial de uma das articulações facetárias (facetectomia unilateral) para aliviar a compressão nervosa.

Frequentemente utilizada para tratar a estenose do recesso lateral a hemifacetectomia permite amplo acesso às raízes nervosas, comum em cirurgias de descompressão.

“Confirmamos o que já havia sido observado na Ressonância Magnética: presença de hérnia discal calcificada no espaço das L4 e L5, associada a exostose intersomática, contribuindo, significativamente, para a estenose do canal lombar”.

Exostose intersomática 

Crescimento ósseo benigno (osteófito) que se desenvolve na borda dos corpos vertebrais, especificamente na área entre as vértebras (intervertebral) da coluna. Popularmente conhecidos como bicos de papagaio, 

Prosseguindo a endoscopia via interlaminar, os cirurgiões observaram que a raiz L5 encontrava-se severamente comprimida. Por um lado, pela artropatia avançada das facetas articulares ou artrose facetária severa e, pelo outro, pela exostose intersomática associada à hérnia calcificada.

“Após, cerca de duas horas de procedimento cirúrgico, finalizamos com a descompressão completa dos canais lombar e radicular, com a liberação adequada das estruturas neurais”, comemora a equipe cirúrgica.

Participaram da Endoscopia por via interlaminarEdward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).

Técnica Bisel do Endoscópio é mais uma solução avançada da Orto Center para o seu tratamento. Garante precisão e segurança em cirurgias, agende uma avaliação!

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center