Estenose no centro mais Estenose nos lados é igual a nervo sem saída
  • 03/06/2026

Estenose no centro mais Estenose nos lados é igual a nervo sem saída

“A Endoscopia criou espaço na coluna lombar do nosso paciente com 54 anos e desobstruiu as raízes L4 e L5”, garantem Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas no procedimento cirúrgico.

Paciente, 54, ao ser atendido no ambulatório da OrtoCenter, apresentava sintomatologia bilateral no trajeto da raiz S1 (nervo que vai da coluna lombar até a planta dos pés), caracterizada por dor na região glútea, face posterior das coxas e pernas.

Relato do paciente: “Os sintomas como dor, dormência, formigamento e fraqueza motora, com mais de seis anos de evolução, alternavam períodos de melhora e piora ao longo dos anos”.

Submetido ao tratamento conservador, tais como: Acupuntura, Bloqueios e Infiltrações, Fisioterapia, Pilates e RPG não obteve sucesso no quadro clínico.

Demora da Operadora de saúde

Em pelo menos dois meses de espera por autorização e internação hospitalar, o paciente, dois dias antes do procedimento cirúrgico, retornou ao ambulatório com melhora significativa dos sintomas.

“Provavelmente, pelo uso contínuo de medicações analgésicas e anti-inflamatórias”, esclarecem os médicos.

Exames complementares

Para confirmar ou descartar suspeitas clínicas, identificar alterações não visíveis e monitorar o tratamento, os doutores Edward Robert e Renato Bastos, realizaram, através de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea em 3D nova análise clínica e radiológica. Eles observaram:

“Importante estenose do canal vertebral central ao nível de L4-L5, associada à estenose dos recessos laterais, bilateralmente”.

Identificaram, ainda, hérnia discal central antiga com aspecto endurecido e fibrótico, estimulando o deslocamento da face anterior da dura-máter (camada mais externa das três meninges que envolvem o cérebro e a medula espinhal), em direção posterior. Evento que contribuiu para a compressão bilateral da raiz L5.

A análise criteriosa da Ressonância Magnética demonstrou, também, relevante compressão no recesso lateral das raízes L4 e L5:

“Causada, medialmente, pelo processo articular degenerativo e, lateralmente, pelo espessamento do ligamento amarelo. Acontecimento que promovia compressão da raiz S1, ainda antes de sua saída dural em direção ao espaço inferior”, descrevem.

Correta relação: quadro clínico e exames complementares

Permitiu à equipe cirúrgica identificar, precisamente, o ponto compressivo responsável pela sintomatologia do paciente e, consequentemente, estabelecer a melhor estratégia de descompressão neural.

“Sabemos, que ao nível das raízes L4 e L5 ocorre a emergência da L5, porém, no interior da dura-máter, em situação mais lateral, encontra-se a raiz S1, que seguirá trajeto descendente até sua emergência no nível inferior das L5 e S1”, complementam.

Os cirurgiões ortopédicos destacam um aspecto extremamente importante neste caso. Refere-se ao comprometimento clínico da raiz S1 em um nível anatômico, localizado em L4 e L5.

“Demonstra, claramente, a importância do conhecimento anatômico detalhado da coluna lombar e do trajeto das raízes nervosas”.

Tanto a L5, quanto a S1, podem sofrer compressão em diferentes pontos do seu trajeto, não, necessariamente, apenas no nível de sua emergência foraminal (achado crítico em exames de imagem como Ressonância Magnética), indicando um estreitamento grave no canal por onde o nervo passa na coluna.

Endoscopia para estenose na coluna em 27.05, às 8h

Importância do anestesista para segurança do paciente

A equipe cirúrgica conversou com o doutor Bruno Rangel e abordou as diversas etapas relacionadas à segurança anestésica e ao monitoramento intraoperatório do paciente.

“Discutimos os principais parâmetros hemodinâmicos e gráficos de monitorização anestésica. Sempre com o objetivo de proporcionar a máxima segurança, estabilidade clínica e melhor recuperação pós-operatória ao paciente”.

ALERTA!

Em determinados casos, nos dias subsequentes ao procedimento cirúrgico, podem ocorrer: parestesia transitória (dormência, formigamento ou "alfinetadas" causada pela compressão) e diminuição temporária de força muscular.

“Essas sensações temporárias secundárias à manipulação das raízes nervosas e da dura-máter, geralmente, apresentam melhora progressiva com medicações específicas e evolução pós-operatória adequada”, finalizam os cirurgiões.

Participaram da Endoscopia para estenose: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

Dois tipos de estenose, dois níveis, um paciente, 54 anos. Uma Endoscopia resolveu... Ampliou o canal central e os recessos laterais.

Se for o seu caso, procure os cirurgiões ortopédicos da OrtoCenter especialistas no procedimento.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center