Movimento é vida: Cirurgiões da Orto Center tem soluções para espondilolistese ístmica grau IV em pacientes jovens
  • 25/03/2026

Movimento é vida: Cirurgiões da Orto Center tem soluções para espondilolistese ístmica grau IV em pacientes jovens

Do diagnóstico à vitória. Conheça o caso da paciente, 38, operada, e o tratamento na jornada para uma coluna saudável.

Histórico clínico

Paciente,38, consultada pelos cirurgiões ortopédicos Alan Robert e Renato Bastos e cirurgião geral Henrique Philips apresentou quadro de espondilolistese ístmica grau IV nas vértebras L5-S1, decorrente de defeito de formação na pars interarticularis de L5.

O que é pars interarticularis de L5

Pequena e fina região óssea, localizada na quinta vértebra lombar (L5), que determina perda da estabilidade posterior e progressivo escorregamento da vértebra L5 sobre o platô superior de S1.

Sintomas da espondilolistese ístmica grau IV nas vértebras L5-S1

Dor lombar crônica intermitente e ciática (nas pernas), fraqueza muscular significativa, dormência e marcha alterada. Geralmente, esses sintomas iniciam-se após a puberdade e evoluem ao longo dos anos.

A compressão nervosa severa pode levar à disfunção motora.

Nesta paciente, em especial, nossos médicos descrevem o que observaram:

“Importante escorregamento vertebral, associado à formação de grandes osteófitos, popularmente conhecidos como "bico de papagaio", na região anterior de L5 e S1, além de quadro clínico de lombalgia intensa e episódios de irradiação dolorosa para ambos os membros inferiores, com predomínio à esquerda”.

Exames de imagem e discussão do caso

Diante de investigação detalhada do Raios X, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea em 3D, os doutores confirmaram o diagnóstico da paciente: espondilolistese ístmica grau IV nas vértebras L5-S1.

Após sucessivas avaliações em ambulatório e, discussão do caso com colegas da especialidade, concluíram, que, a melhor opção terapêutica seria realizarem dupla abordagem cirúrgica.

“Iniciaremos pela via anterior retroperitoneal, com o objetivo de ressecar os osteófitos de L5 e S1, reduzir a listese (espondilolistese) e colocar a cage intersomático (prótese, geralmente de PEEK ou titânio), com dois parafusos de fixação, seguida por abordagem posterior, para complementar a estabilização com parafusos pediculares”, destacam.

O que é via anterior retroperitoneal 

Abordagem cirúrgica que acessa estruturas na parede posterior do abdômen, atrás do peritônio parietal (membrana que reveste a parte interna do abdômen e da pelve) sem entrar na cavidade peritoneal.

Procedimento cirúrgico em 17 de março

Conforme o programado anteriormente pela equipe.

Executar a via de acesso anterior ao segmento L5 e S1, por Henrique Philipscirurgião geral, através de abordagem retroperitoneal, permitindo acesso à face anterior da coluna lombossacra (região inferior das costas).

1ª etapa

“Por essa via foi possível realizarmos, com sucesso, a retirada dos osteófitos anteriores, a adequada preparação do espaço discal, a redução da espondilolistese e a implantação do cage intersomático, fixado com dois parafusos, proporcionando restauração do alinhamento e estabilização anterior satisfatória”, ressaltam.

2ª etapa

Em seguida, a paciente foi reposicionada em decúbito ventral, para realização do tempo posterior do procedimento.

“Procedemos à instrumentação com colocação de seis parafusos pediculares sendo dois em L4, dois em L5 e dois em S1, conectados por barras laterais, promovendo complementação da fixação e estabilização definitiva do segmento operado”, complementam.

Com as etapas vencidas, os cirurgiões obtiveram a redução satisfatória da listese (espondilolistese)a restauração do alinhamento vertebral e a estabilização circunferencial adequada do nível tratado.

Pós cirúrgico da paciente

No dia seguinte, já caminhava no corredor do hospital (vide vídeo). O foco inicial é repouso relativo, controle da dor e evitar flexão/torção do tronco.

Fisioterapia especializada e o fortalecimento do core (grupo de músculos) é crucial, com retorno gradual às atividades.

Aspecto importante do procedimento

No intuito de maximizar a segurança cirúrgica, ao longo de todo o ato operatório a equipe utilizou Monitorização Neurofisiológica Intraoperatória (MNI), uma ferramenta de proteção funcional que melhora os resultados pós-operatórios do paciente.

Durante os tempos, anterior e posterior ao procedimento foram realizados testes contínuos voltados à preservação da integridade das raízes nervosas L4L5 e S1.

EquipeHenrique Philips (cirurgião geral, responsável pelo acesso anterior retroperitoneal); Alan Robert e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna); Cláudia Vieira Ramos e Leonardo Ferreira (anestesiologistas) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

Alerta!

Um procedimento complexo exige mais do que técnica; exige coragem e paixão. Parabéns a todos, pelo profissionalismo e por devolverem esperança a paciente jovem em reconquistar a liberdade.

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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center