Movimento é vida: Cirurgiões da Orto Center tem soluções para espondilolistese ístmica grau IV em pacientes jovens
Do diagnóstico à vitória. Conheça o caso da paciente, 38, operada, e o tratamento na jornada para uma coluna saudável.
Histórico clínico
Paciente,38, consultada pelos cirurgiões ortopédicos Alan Robert e Renato Bastos e o cirurgião geral Henrique Philips apresentou quadro de espondilolistese ístmica grau IV nas vértebras L5-S1, decorrente de defeito de formação na pars interarticularis de L5.
O que é pars interarticularis de L5
Pequena e fina região óssea, localizada na quinta vértebra lombar (L5), que determina perda da estabilidade posterior e progressivo escorregamento da vértebra L5 sobre o platô superior de S1.
Sintomas da espondilolistese ístmica grau IV nas vértebras L5-S1
Dor lombar crônica intermitente e ciática (nas pernas), fraqueza muscular significativa, dormência e marcha alterada. Geralmente, esses sintomas iniciam-se após a puberdade e evoluem ao longo dos anos.
A compressão nervosa severa pode levar à disfunção motora.
Nesta paciente, em especial, nossos médicos descrevem o que observaram:
“Importante escorregamento vertebral, associado à formação de grandes osteófitos, popularmente conhecidos como "bico de papagaio", na região anterior de L5 e S1, além de quadro clínico de lombalgia intensa e episódios de irradiação dolorosa para ambos os membros inferiores, com predomínio à esquerda”.
Exames de imagem e discussão do caso
Diante de investigação detalhada do Raios X, Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada com reconstrução óssea em 3D, os doutores confirmaram o diagnóstico da paciente: espondilolistese ístmica grau IV nas vértebras L5-S1.
Após sucessivas avaliações em ambulatório e, discussão do caso com colegas da especialidade, concluíram, que, a melhor opção terapêutica seria realizarem dupla abordagem cirúrgica.
“Iniciaremos pela via anterior retroperitoneal, com o objetivo de ressecar os osteófitos de L5 e S1, reduzir a listese (espondilolistese) e colocar a cage intersomático (prótese, geralmente de PEEK ou titânio), com dois parafusos de fixação, seguida por abordagem posterior, para complementar a estabilização com parafusos pediculares”, destacam.
O que é via anterior retroperitoneal
Abordagem cirúrgica que acessa estruturas na parede posterior do abdômen, atrás do peritônio parietal (membrana que reveste a parte interna do abdômen e da pelve) sem entrar na cavidade peritoneal.
Procedimento cirúrgico em 17 de março
Conforme o programado anteriormente pela equipe.
Executar a via de acesso anterior ao segmento L5 e S1, por Henrique Philips, cirurgião geral, através de abordagem retroperitoneal, permitindo acesso à face anterior da coluna lombossacra (região inferior das costas).
1ª etapa
“Por essa via foi possível realizarmos, com sucesso, a retirada dos osteófitos anteriores, a adequada preparação do espaço discal, a redução da espondilolistese e a implantação do cage intersomático, fixado com dois parafusos, proporcionando restauração do alinhamento e estabilização anterior satisfatória”, ressaltam.
2ª etapa
Em seguida, a paciente foi reposicionada em decúbito ventral, para realização do tempo posterior do procedimento.
“Procedemos à instrumentação com colocação de seis parafusos pediculares sendo dois em L4, dois em L5 e dois em S1, conectados por barras laterais, promovendo complementação da fixação e estabilização definitiva do segmento operado”, complementam.
Com as etapas vencidas, os cirurgiões obtiveram a redução satisfatória da listese (espondilolistese), a restauração do alinhamento vertebral e a estabilização circunferencial adequada do nível tratado.
Pós cirúrgico da paciente
No dia seguinte, já caminhava no corredor do hospital (vide vídeo). O foco inicial é repouso relativo, controle da dor e evitar flexão/torção do tronco.
A Fisioterapia especializada e o fortalecimento do core (grupo de músculos) é crucial, com retorno gradual às atividades.
Aspecto importante do procedimento
No intuito de maximizar a segurança cirúrgica, ao longo de todo o ato operatório a equipe utilizou Monitorização Neurofisiológica Intraoperatória (MNI), uma ferramenta de proteção funcional que melhora os resultados pós-operatórios do paciente.
Durante os tempos, anterior e posterior ao procedimento foram realizados testes contínuos voltados à preservação da integridade das raízes nervosas L4, L5 e S1.
Equipe: Henrique Philips (cirurgião geral, responsável pelo acesso anterior retroperitoneal); Alan Robert e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos especialistas em coluna); Cláudia Vieira Ramos e Leonardo Ferreira (anestesiologistas) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).
Alerta!
Um procedimento complexo exige mais do que técnica; exige coragem e paixão. Parabéns a todos, pelo profissionalismo e por devolverem esperança a paciente jovem em reconquistar a liberdade.
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Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Orto Center

