Paciente, 50 anos: Compressão multinível na coluna
  • 30/06/2026

Paciente, 50 anos: Compressão multinível na coluna

“Fizemos o que resolve para descomprimir as raízes. Cirurgia endoscópica em duas fases: interlaminar + transforaminal”, afirmam Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos especialistas no procedimento.

Paciente, 50, após longo período de tratamento conservador (Fisioterapia, medicamentos, mudanças estilo de vida etc.) sem melhora satisfatória, procurou a equipe de médicos ortopedistas da OrtoCenter para uma avaliação especializada do seu caso.

Na ocasião, ela queixou-se que sentia dor na região glútea, face posterior das coxas, panturrilhas e região plantar dos pés, bilateralmente.

Reclamou, ainda, de dor na face anterior da coxa esquerda, discreta redução de força muscular do quadríceps e limitação para caminhar longas distâncias.

Histórico clínico, exames físico e de imagem

A correlação entre os três, permitiu, que, os doutores Edward Robert e Renato Bastos, confirmassem o diagnóstico:

“A principal origem dos sintomas estava relacionada ao comprometimento bilateral das raízes descendentes de S1, ao nível de L5-S1 mais acentuado, à esquerda”.

A compressão, segundo eles, além de ser predominantemente, por hipertrofia do ligamento amarelo (espessamento ou inchaço do ligamento que conecta as vértebras) era, também, associada, parcialmente, à artropatia degenerativa facetária ou artrose facetária (desgaste natural da cartilagem das pequenas articulações que conectam as vértebras), sem evidência de hérnia discal significativa.

“Durante a análise do comprometimento radicular de L4, identificamos, compressão da raiz emergente esquerda, ao nível de L4 e L5”, complementam os médicos.

Quadro de compressão dinâmica

A extremidade do Processo Articular Superior (SAP) - projeção óssea vital na coluna vertebral de L5 -, promovia estreitamento do terço superior do forame neural (pequena abertura lateral entre duas vértebras na coluna vertebral) o que determinava impacto mecânico (“impingement”) sobre a raiz L4, no forame de L4 e L5, à esquerda.

Planejamento cirúrgico: descompressão de 3 raízes nervosas

1. Raiz descendente de S1, à esquerda, em L5-S1;

2. Raiz descendente de S1, à direita, em L5-S1;

3. Raiz emergente de L4, à esquerda, em L4-L5.

Procedimento cirúrgico em 19.06

1ª fase: Abordagem endoscópica via interlaminar em L5-S1

“Realizada, para descomprimir a raiz S1, à esquerda, seguida de descompressão contralateral por técnica “over the top” um procedimento cirúrgico, minimamente invasivo, que utilizamos para tratar a estenose de canal vertebral, permitindo, assim, adequada liberação da raiz S1, à direita”, asseguram.

Em seguida, os cirurgiões removeram as estruturas compressivas correspondentes, incluindo hipertrofia do ligamento amarelo e parte das estruturas ósseas articulares responsáveis pela estenose.

Concluída essa etapa, sem intercorrências.

2ª fase: Abordagem endoscópica via transforaminal em L4-L5, à esquerda

Ainda no mesmo ato operatório, a equipe cirúrgica, descomprimiu a raiz emergente L4 e ampliou, adequadamente, o forame neural, pequena abertura localizada nas laterais da coluna vertebral, entre uma vértebra e outra.

“Após, cerca de duas horas de procedimento, concluímos, com sucesso, a descompressão bilateral das raízes de S1, por via interlaminar e a descompressão da raiz de L4, por via transforaminal”, comemoram os doutores Edward Robert e Renato Bastos.

OBSERVAÇÕES:

1.Caráter educacional para cirurgiões em fase inicial de treinamento em cirurgia endoscópica da coluna

Importante ressaltar, que, o planejamento de descompressões múltiplas deve estar diretamente relacionado à experiência da equipe cirúrgica.

Em diversas situações, especialmente, nos casos mais complexos, é prudente informar, previamente, ao paciente sobre a possibilidade de realização de procedimentos, em etapas, reservando uma segunda intervenção para tratamento complementar quando necessário.

2. Procedimentos endoscópicos excessivamente prolongados

Podem estar associados ao aumento da incidência de complicações, incluindo disestesias pós-operatórias (queimação, formigamento, fisgadas ou sensibilidade extrema ao toque), parestesias persistentes (formigamento, ardência, dormência ou "agulhadas"), cefaléia relacionada à irrigação contínua e, eventualmente, lesões durais.

Deve-se considerar, que, cirurgias com duração superior a duas ou três horas impõem elevado desgaste físico e mental ao cirurgião, aumentando potencialmente o risco de intercorrências intraoperatórias.

A OrtoCenter agradece a equipe cirúrgica Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Bruno Rangel (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica) pela participação e pelo excelente trabalho.

OrtoCenter:  quando o caso é complexo a técnica é completa: cirurgia endoscópica para compressão em múltiplos níveis.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center