Raiz L5 travada a direita e hérnias multiníveis. Endoscopia interlaminar descomprime tudo
“Multinível não assusta e bilateral não limita. O procedimento cirúrgico atravessa por onde o bisturi não passa”, asseguram Edward Robert e Renato Bastos, cirurgiões ortopédicos.
Quando a hérnia não é só uma, a Endoscopia também não para em uma... Multinível resolvida no paciente, 55, atendido no ambulatório da OrtoCenter.
Na ocasião, ele relatou aos médicos, que sentia dor forte nos dois membros inferiores, predominantemente, à direita, e que irradiava para região póstero-lateral da perna e dorso do pé. Sintomas semelhantes, à esquerda, porém, menos intensos.
Tratamento conservador
O paciente, foi submetido a múltiplas tentativas com Acupuntura, Fisioterapia, Pilates e RPG e outras modalidades terapêuticas, mas, todas sem resposta satisfatória.
“Ao longo dos meses, observamos progressão importante dos sintomas dolorosos, principalmente, para o membro inferior direito”, lamentam os doutores Edward Robert e Renato Bastos.
Através dessas informações, anamnese detalhada e correlação clínica, chegaram à conclusão de que estavam diante de um comprometimento bilateral da raiz de L5, mais exuberante, à direita.
Exames complementares
Como rotina pré-operatória, a equipe médica, solicitou ao paciente, a Eletroneuromiografia (ENMG) - Exame Neurológico que avalia a saúde dos nervos periféricos e músculos - a Ressonância Magnética e a Tomografia Computadorizada.
“Na análise da Ressonância, observamos artropatia degenerativa intersomática multinível, associada a alterações degenerativas facetarias, além da presença de hérnias discais, em múltiplos níveis”, complementam.
A RM demonstrou, também, estenose do canal lateral a nível das raízes L4 e L5, bilateral, predominantemente, à direita, coincidindo com a análise clínica do paciente.
Comparando os exames de imagem, com os sintomas apresentados pelo paciente, especialmente, a claudicação neurogênica bilateral (dificuldade para caminhar e dor nas duas pernas), mais intensa, à direita, além das parestesias (formigamento, dormência, ardência) e sensações disestésicas (distúrbios neurológicos que alteram a percepção tátil), os médicos, optaram pelo tratamento cirúrgico.
Cirurgia endoscópica por via interlaminar em 26.05
“Utilizamos a ótica angulada, devido à importante redução do espaço interlaminar. Tanto a estenose do canal lateral, quanto a estenose central, exigiram ampla descompressão óssea, além do espessamento do ligamento amarelo fator dificultador significativo”.
Procedimento realizado pelo lado direito do segmento afetado, através do chamado V-point, com hemifacetectomia, a remoção parcial da articulação da faceta vertebral.
“Trata-se de uma técnica microcirúrgica que utilizamos na Endoscopia para descomprimir a coluna”, esclarecem.
Prosseguindo, ressecaram, parcialmente, as lâminas das raízes L4 e L5, o que permitiu a adequada exposição e descompressão da descendente L5, ao nível das L4 e L5.
Vale lembrar, que esta mesma raiz, irá emergir no nível inferior, entre L5 e S1.
Procedimento cirúrgico encerrado em aproximadamente duas horas e meia, com adequada descompressão neural (da coluna) do paciente.
Essa descompressão, visa aliviar os sintomas como dores nas costas, irradiadas para os membros, causados pela compressão das raízes nervosas devido ao estreitamento do canal espinhal.
“Ao término da cirurgia, encaminhamos o nosso paciente para a recuperação anestésica, fase pós-cirúrgica em que ele foi monitorado, continuamente, até recuperar a consciência, os reflexos e a estabilidade dos sinais vitais”, finaliza o doutor Guilherme Costa, anestesiologista da equipe.
Esse período, ocorre na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA), de 1 a 6 horas, dependendo da complexidade do procedimento.
Equipe envolvida no procedimento: Edward Robert Orr e Renato Bastos (cirurgiões ortopédicos), Guilherme Costa (anestesiologista) e Erica Torres (instrumentadora cirúrgica).
A Endoscopia via interlaminar é o caminho entre as lâminas ósseas da coluna. Por ali, ela chega direto nas hérnias multiníveis e na L5. Foi assim, que os cirurgiões ortopédicos da Orto Center, especialistas no procedimento, trataram o caso do paciente, 55 anos, com compressão bilateral.
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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da Orto Center

