Grande hérnia central com desvio do saco dural: Cirurgia endoscópica resolveu
  • 26/08/2026

Grande hérnia central com desvio do saco dural: Cirurgia endoscópica resolveu

“Liberei a membrana que envolve a medula espinhal e descomprimiram os nervos das raízes L5 e S1 dentro da coluna”, garante Renato Bastos, cirurgião ortopédico especialista no procedimento.

Histórico clínico

Paciente, 45, encaminhada ao Serviço de Coluna Vertebral da Orto Center, relatou ao médico que há muito tempo sentia dor intensa na coluna lombar, região glútea, face posterior da coxa e da perna, além de alterações sensitivas na região plantar.

Pela distribuição da dor e dos sintomas sensitivos, o doutor Renato Bastos, inicialmente, identificou:

“Quadro compatível com comprometimento das raízes L5 e S1, à direita”.

Tratamento conservador

A paciente, por um longo período, realizou Acupuntura, exercícios de alongamento, Fisioterapia, Pilates, RPG e tratamento medicamentoso. Infelizmente, sem resultado satisfatório.

Diante da persistência dos sintomas, Bastos, orientou a paciente que, provavelmente, a indicação seria o tratamento cirúrgico.

Exames complementares

Como rotina no atendimento ambulatorial da OrtoCenter, o médico solicitou a paciente, a Eletroneuromiografia, a Ressonância Magnética e a Tomografia Computadorizada em 3D.

Ao avaliar a RM, o doutor, identificou:

“Uma grande hérnia discal central e posterolateral, a direita, que ocupava importante espaço no canal vertebral e promovia desvio e compressão do saco dural. O que justifica, perfeitamente, a sintomatologia predominante, à direita, no território correspondente as raízes L5 e S1

Um aspecto bastante interessante deste caso é que a intensidade dos sintomas apresentados pela paciente não correspondia, aparentemente, à grande dimensão da hérnia discal observada nas imagens. O doutor indaga:

“Por que uma hérnia discal tão volumosa não produz uma sintomatologia ainda mais exuberante?

Resposta: Relação Conteúdo e Continente

Conteúdo: corresponde às estruturas neurais localizadas no interior do canal vertebral;

Continente: corresponde às estruturas que delimitam esse canal.

Segundo o doutor Bastos alguns pacientes apresentam um canal lombar, constitucionalmente amplo, com bastante espaço disponível entre as estruturas neurais e as estruturas ósseas.

“Nesses indivíduos, o canal consegue comportar alterações relativamente volumosas, como grandes hérnias discais ou alterações decorrentes de artropatia degenerativa, antes que ocorra uma compressão neural clinicamente muito intensa”.

Em contrapartida, avalia Bastos, existem pacientes nos quais essa relação entre conteúdo e continente é muito estreita, praticamente sem espaço de reserva dentro do canal vertebral.

Nesses casos, mesmo pequenas hérnias discais podem produzir sintomatologia extremamente intensa.

“O longo tempo de evolução desta paciente, associado a períodos de melhora e piora da sintomatologia, pode ser compreendido, justamente, pela sua favorável relação entre conteúdo e continente, que permitiu a acomodação progressiva de uma hérnia discal de grandes proporções”, explica Bastos.

Diante do quadro clínico, da persistência dos sintomas, da falha do tratamento conservador e dos achados dos exames complementares, a indicação foi o tratamento cirúrgico.

Via endoscópica, por acesso interlaminar, em 26.08, às 8h

“Iniciei o procedimento, utilizando ótica destinada ao tratamento de estenose, o que me permitiu uma abordagem confortável e segura do canal”.

Prosseguindo, o doutor Bastos retirou parte do processo articular, através de facetectomia parcial, seguida da retirada do ligamento amarelo.

Facetectomia parcial ou hemifacetectomia

Procedimento cirúrgico na coluna vertebral que remove apenas uma porção das articulações facetárias (pequenas saliências ósseas que conectam as vértebras) para aliviar a pressão sobre as raízes nervosas

“Após a identificação das estruturas neurais e do disco intervertebral, com visualização do núcleo pulposo herniado, realizei a troca do instrumental óptico para o sistema interlaminar. Objetivo: mobilizar e descolar, cuidadosamente, a grande hérnia discal, inicialmente, na região direita e, depois, em direção à região esquerda, inclusive por baixo da dura-máter.

Dura-máter

A camada mais externa, espessa e resistente das meninges, o conjunto de membranas que reveste e protege o encéfalo e a medula espinhal.

Término do procedimento

Após, cerca de 70 minutos, o doutor Bastos, retirou, por completo, a hérnia discal, com saída de grande quantidade de material discal, conforme pode ser observado nos registros em vídeo.

“Durante a descompressão, encontrei uma raiz nervosa bastante avermelhada e hiperemiada (acúmulo de sangue). Resultado do processo compressivo crônico ao qual estava submetida”.

Essa raiz, encontrava-se comprimida, de um lado, pelo núcleo pulposo herniado e, do outro, pelo ligamento amarelo e pelo processo articular, configurando um importante conflito mecânico dentro do recesso lateral.

“Obtive adequada descompressão das estruturas neurais com a retirada do material herniado”, comemora o cirurgião especialista em coluna vertebral

Equipe: Renato Bastos (cirurgião ortopédico), Leonardo Ferreira (anestesiologista e responsável pelas imagens) e Marisa Brandão (instrumentadora cirúrgica).

Observação final – Por que da raiz S1?

Um ponto importante neste caso é compreender por que a sintomatologia predominava no território da raiz S1, considerando a grande exuberância da hérnia discal.

“A compressão da raiz L5 se explica pela sua presença no recesso lateral em direção à vértebra inferior”, complementa doutor Bastos.

Pelo seu volume, a hérnia promovia importante compressão da face anterior da dura-máter e do saco dural, projetando essa compressão para o interior do canal e atingindo, entre as estruturas da cauda equina, a raiz correspondente S1, principalmente, ao nível do recesso lateral direito.

Em outras palavras

Não se tratava apenas de um contato da hérnia diretamente sobre uma única raiz.

A grande massa discal, comprimia, anteriormente, todo o saco dural no recesso lateral direito, transmitindo essa compressão para as estruturas neurais contidas em seu interior e, atingindo, de maneira predominante a raiz S1

“O que explica, perfeitamente, a distribuição clínica da dor e das alterações sensitivas apresentadas pela paciente conclui Renato Bastos.

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Fonte: Assessoria de Imprensa, Comunicação e Marketing da OrtoCenter.

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